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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Retrato Falado: Charles Sobhraj, o Assassino do Biquíni


1. Sobhraj nasceu em 1944, em Saigon, atual Ho Chi Min, filho de uma camponesa vietnamita e um mercante indiano. Seu pai fugiu de casa logo após seu nascimento e a mãe se envolveu com um soldado francês. O garoto oscilou entre Paris, onde sofriabullying na escola, e Saigon, que na época era bastante violenta. Essas duas experiências teriam forte influência em sue comportamento
2. A família mudou-se de vez para Paris em 1953. Dez anos depois, Sobhraj foi preso pela primeira vez, por roubo. Na prisão de Poissy, nos arredores da cidade, começou a exercitar sua lábia: convenceu guardas a deixarem que lesse livros em sua cela. Depois de libertado, um rico voluntário o introduziu na alta sociedade, onde Sobhraj conheceu sua primeira paixão: Chantal Compangnon
3. Os dois se casaram logo após Sobhraj cumprir mais oito meses de prisão, por roubo de carro. Mas continuaram realizando crimes fiscais e lavagem de dinheiro, o que os forçou a fugir da França. Na Índia, sobreviveram roubando viajantes. Encarcerado após assaltar uma joalheria, o bandido realizou sua primeira fuga espetacular de uma prisão, fingindo ter apendicite
4. Sobhraj começou a atuar na Trilha Hippie, um caminho turístico alternativo entre a Europa e o Sudeste asiático. Acabou preso de novo e escapou usando a mesma tática de fingir doenças. Entre 1973 e 1974, fez um “tour do crime” com o irmão, André, no Oriente Médio e no Leste Europeu. Foram detidos em Atenas, mas Charles conseguiu fugir. André cumpriu 18 anos numa prisão turca
5. Passando-se portraficante de drogas, Sobhraj começou a usar sua habilidade de manipulação para montar uma gangue. Alguns, ele envenenava até ficarem fracos e aceitarem se juntar ao grupo em troca do antídoto. Outros, ele convencia na lábia. Se precisasse ganhar a confiança do candidato, “encontrava” miraculosamente os documentos dele, que ele mesmo havia surrupiado antes
6. Dois parceiros viraram seu braço-direito: a canadense Marie-Andreé Leclerc e o indiano Ajay Chowdhury. Sua primeira vítima fatal, a turista norte-americana Teresa Knowlton, foi encontrada afogada em uma praia na Tailândia, em 1975. A segunda, a norte-americana Jennie Bollivar, também foi afogada. A semelhança entre as roupas de banho das duas rendeu motivou o apelido de “Assassino do Biquíni”
7. De 1972 a 1976, o grupo cometeu entre 12 e 24 assassinatos em cinco países da Trilha Hippie. O golpe era sempre parecido: localizavam trilheiros que pareciam estar perdidos, depois enganavam e matavam. O trio de líderes até chegou a ser apreendido e julgado em Bangkok, mas acabaram sendo absolvidos, pois o governo temia que o caso afetasse oturismo na Tailândia
8. Em julho de 1976, Sobhraj errou na dosagem ao tentar envenenar franceses em Nova Dehli, na Índia. As vítimas puderam reagir e conseguiram rendê-lo. Ele finalmente foi detido e condenado, mas, com subornos, levou uma vida com regalias ecomida gourmetna prisão. Até conseguiu sair pela porta da frente! Voltou duas semanas depois e foi libertado, legalmente, em 1997
QUE FIM LEVOU? Numa viagem ao Nepal em 2003, foi detido e condenado à prisão perpétua pelos crimes ainda não julgados que havia cometido no país

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Elenco de ‘Star Wars: O despertar da força’ canta temas da saga ‘à capela’


Harrison Ford, Carrie Fisher, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Adam Driver, Gwendoline Christie e Lupita Nyong’o, do elenco de “Star Wars: O despertar da força”, cantaram “à capela” temas da famosa saga de ficção científica.
Para divulgar o novo filme da franquia, que estreia nesta quinta-feira (17), os atores participaram de um quadro do programa da TV americana “Tonight Show Starring Jimmy Fallon”.
O apresentador Jimmy Fallon, a banda The Roots, os androides R2-D2, BB-8 e C-3PO e Chewbacca, que aparece apenas observando a cantoria, também entraram na brincadeira.
by: G1

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Igreja evangélica realiza “culto Star Wars”


A igreja evangélica Zion, em Berlim, Alemanha realiza no próximo domingo um “culto Star Wars”. O novo filme da saga, que estreia esta semana em todo o mundo, chama-se “O despertar da força”.
O objetivo dos seminaristas Lucas Ludewig e Ulrike Garve, que tiveram a ideia, é mostrar aos fiéis as analogias entre as tradições cristãs e a de “Star Wars”.
Ludewig lembra que no filme “Episódio III – A Vingança dos Sith”, Luke Skywalker é atraído pelo imperador para o lado obscuro da força. Sua resposta foi “Jamais. Não entrarei no lado sombrio”. Para o futuro pastor, essa declaração ecoa a passagem da Bíblia: “Não te deixes vencer pelo mal, mas bem derrote o mal com o bem” (Romanos 12:21).
“Quanto mais falamos sobre isso, mais paralelismo encontramos entre as tradições cristãs e os filmes. Queremos mostrar estas analogias aos fiéis”, complementa Garve.
A celebração recebeu o nome de “O despertar da Força: culto pelo episódio VII de ‘Star Wars'”, e começa às 10 da manhã. Ele coincide com a celebração do quarto domingo de Advento, usado por muitas denominações como preparação para o Natal.
Além dos elementos tradicionais, o culto incluirá cenas do sexto episódio da saga e terá trilha inspirada no tema. Os fiéis que foram com fantasias de “Star Wars” participarão, no fim do culto, do sorteio de entradas para ver o novo filme.

Nova Religião?

Para muitos fãs da saga, as ideias ensinadas em Guerra nas Estrelas já se constituem numa espécie de religião. Censos realizados em diversas partes do mundo mostram que o “jedaísmo”, crença não teísta é considerada uma opção válida.
No Reino Unido, 390.000 pessoas declararam sua religião como sendo “Jedi”.  Também existem cerca de 70.000 jedaístas na Austrália, 53.000 na Nova Zelândia, 20.000 no Canadá e 15 mil na República Tcheca. Com informações de The Local.
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Que drogas já foram consideradas remédio pela medicina?


Viciado em xarope
Seu filho está tossindo muito? Que tal um xarope de heroína? Sim, ele existiu na virada do século 19 para o 20. O descobridor da substância, o químico Felix Hoffman, notou que ela tinha boas propriedades anestésicas. A heroína substituiu a morfina nessa função até 1910, quando foi proibida devido a seu alto poder viciante
Walter White aprovou
Sintetizada em 1919 por um químico japonês, a metanfetamina era usada por soldados durante a 2ª Guerra Mundial que queriam combater a fadiga e manter-se alerta. Adolf Hitler era um grande adepto. Em hospitais, a droga em forma de cristais era indicada para epilepsia, déficit de atenção, depressão e até alergias
Liga/desliga
A cocaína fazia sucesso no século 19 e era recomendada até por Freud. O pai da psicanálise defendia seu uso como estimulante, anestésico e afrodisíaco ou para sanar problemas digestivos, asma e até alcoolismo. Vários laboratórios da época fabricavam remédios à base de cocaína – de tônicos a pastilhas para dor de dente
Calminha, calminha…
O ópio, extraído da semente de papoula, ainda é usado como anestésico para dores crônicas. Mas, há 100 anos, ele tinha fins terapêuticos bem duvidosos. O xarope Mrs. Winslow, por exemplo, era indicado para acalmar crianças agitadas! Já o vapor do ópio puro, aquecido em uma panela, servia como inalação para asmáticos
Sabedoria indígena
No Brasil, por volta de 1920, era fácil encontrar tabacarias que vendiam os milagrosos “Cigarros Índios”, que prometiam acabar com tosse, rouquidão, asma e insônia. Era nada menos que maconha, que se tornou proibida no país em 1930. Desde então, há várias discussões a respeito de sua legalização para uso medicinal
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Évian Conference

Nós vivemos uma nova crise de refugiados no mundo, com pessoas desesperadas fugindo de seu país, não em busca de uma vida melhor, mas sim em busca da simples sobrevivência. Esse mesmo problema antecedeu a Segunda Guerra Mundial. Os judeus sabiam que estavam a beira de uma catástrofe e muitos iniciariam sua fuga para locais onde os alemães não pudessem lhe pegar. Mas essa fuga desesperada foi barrada por quem você menos espera:
A guerra era óbvia, os judeus estavam ameaçados pelos avanços nazistas e a única maneira de sobreviver era fugir dos países da Europa Central, para longe das câmaras de gás. Isso criou um movimento de milhares de pessoas refugiadas. Exatamente como vemos acontecendo com os sírios hoje em dia.
Vendo esse problema aumentar exponencialmente, os principais países se reuniram em uma conferência chamada Évian Conference. A ideia era determinar um rumo para judeus e abrir portas para que eles pudessem fugir da morte certa. Da mesma maneira do que na Segunda Guerra Mundial, os EUA e os britânicos comandaram a reunião.
A conferência ocorreu entre os dias 6 e 15 de julho de 1938, em Évian-les-Bains, na França. Os judeus da França e Alemanha estavam esperançosos de uma grande vitória política, acreditando que as portas de diversos países se abririam para os refugiados. Os EUA era visto como o estandarte da liberdade e todos acreditavam que ele seria o primeiro a abrir suas portas e, dessa maneira, os demais seguiram o principal líder político mundial.
Até mesmo Hitler acreditou que os judeus seriam levados e deu a seguinte declaração:
Eu só posso esperar e esperar que o outro mundo, que tem tamanha simpatia por esses criminosos [judeus], será, pelo menos, generoso o suficiente para converter essa simpatia em ajuda prática. Nós, de nossa parte, estamos prontos para colocar todos esses criminosos à disposição destes países, por tudo que me importa, mesmo em navios de luxo.

Hitler estava disposto a mandar os judeus embora e agora bastava que os outros países do mundo abrissem suas portas. Mas não foi isso que aconteceu.
Os EUA tinham rígidas leis sobre abrir as portas para refugiados e os britânicos não queriam encher seu país de estrangeiros sem ganhar nada em troca. Vendo os dois principais líderes políticos e militares virando as costas para os judeus, o resto do mundo fechou suas portas e condenaram todos os judeus ao terror nazista.
Sem ajuda de nenhum país do mundo, os judeus ficaram sozinhos e sofreram o maior massacre da história da humanidade. Tudo porque dois países que comandavam o mundo ocidental não quiseram abrir as portas para que essas pessoas sobrevivessem. Certamente os nazistas são os culpados pelo massacre dos judeus no Holocausto, mas todos os outros países têm suas mãos sujas, pois eles tiveram a oportunidade de diminuir o tamanho desse massacre, mas foram egoístas demais para salvar seus iguais. Esperamos que isso não ocorra novamente.

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

QUANDO O COMENTÁRIO É MELHOR QUE A NOTÍCIA #1


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Mulher entra em até 400 sorteios por dia e fatura R$ 200 mil em um ano


Leanne Kendrick, de 30 anos, passa quase todo o dia na internet. A britânica de 30 anos, de Fleetwood (Inglaterra), não é viciada em chat mou em jogos. O vício dela é outro: sorteios e promoções.
Atrás de oportunidades, Leanne chega a participar de até 400 sorteios por dia. Tanta dedicação tem rendido uma boa recompensa: ela faturou em um ano o equivalente a R$ 200 mil em prêmios e cupons.
"Tudo começou em setembro de 2014. Um amigo compartilhou no Facebook o link de uma empresa oferecendo o sorteio de um sofá. Curti e compartilhei o post. Duas semanas depois, recebi uma mensagem que havia sido a vencedora", comentou Leanne, de acordo com reportagem do "Daily Mirror".
O sofá foi apenas o primeiro prêmio. A britânica acumula uma coleção de bens provenientes de promoções e concursos na web.
Os principais alvos da caçadora de sorteios são as contas das empresas nas redes sociais. Toda semana, Leanne comemora pelo menos a chegada de um prêmio. Na lista estão iPhone, XBox One, tablet infantil, Kindle, headphones, entradas VIP em camarote para uma partida do Chelsea (da Primeira Divisão do futebol inglês), diária em spa e muitos cupons de compra.



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Scott Weiland é encontrado morto dentro de ônibus nos EUA

Cantor e ícone do grunge, de 48 anos, estava em turnê em Minnesota.
Ele é ex-vocalista das bandas Stone Temple Pilots e Velvet Revolver.

Scott Weiland, de 48 anos, ex-vocalista do Stone Temple Pilots e do Velvet Revolver, foi encontrado morto na noite desta quinta-feira (3), dentro do ônibus que sua banda, a Scott Weiland & the Wildabouts, no estado de Minnesota, nos Estados Unidos.

O grupo estava em turnê. Weiland é considerado um dos cantores mais conhecidos da cena grunge, que revelou bandas como Nirvana, Pearl Jam e Soundgarden.
O empresário do cantor, Tom Vitorino, confirmou a morte do músico para a agência de notícias Associated Press. Não há ainda informações sobre a causa da morte. Segundo o site TMZ, Weiland lutava contra o abuso de drogas e álcool há anos.
"Não consigo lidar com a morte dele", disse Jamie Weiland, viúva do músico, ao jornal "Los Angeles Tribune". Artistas e amigos do roqueiro lamentaram a morte, nas redes sociais. O guitarrista Dave Navarro, ex-Red Hot Chili Peppers, disse: "Tão precoce. Não é a minha perda, é a nossa perda". O também guitarrista Slash, que tocou com Weiland no Velvet Revolver, falou que esta sexta era "um dia triste".
Cantor estava em turnê
No perfil do cantor no Facebook uma nota confirmou a morte. “Scott Weiland morreu enquanto dormia durante uma parada do ônibus na turnê em Bloomington, no estado de Minnesota, com sua banda, The Wildabouts. Neste momento, pedimos que a privacidade da família de Scott seja preservada”, diz o comunicado.

Ídolo do grunge
O cantor nascido na Califórnia, que havia admitido uma longa história de abuso de substâncias, foi expulso do Stone Temple Pilots em 2013 por "comportamento destrutivo", segundo o advogado de seus companheiros no grupo. Ele também se apresentou com a banda Velvet Revolve por vários anos.

Weiland era conhecido por seus vocais guturais e o cabelo tingido de vermelho, e foi um símbolo da era grunge na década de 1990 como vocalista e letrista dos Stone Temple Pilots. Hábil em alterar seu estilo vocal, ele às vezes cantava através de um megafone em shows.
O Stone Temple Pilots, banda mais importante de Weiland, surgiu em 1989 na cidade americana de San Diego, na Califórnia, fazendo rock alternativo com influências do grunge. Ficou ativa até 2002 e os integrantes voltaram em 2008. A banda continou na ativa após a saída de Weiland, com Chester Bennington (do Linkin Park) nos vocais.
by: G1
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Conheça as 7 proibições mais bizarras do mundo

O blog Jurídico Correspondentes publicou uma seleção com as sete leis mais bizarras do mundo. Algumas normas soam bem incomuns para nós – como proibir flor de jasmin ou cereal matinal -, pois fazem parte de nossa cultura. Conheça essas leis absurdas:
1. Videogame
Você sabia que na China não pode? Embora seja um país que fabrica muitos eletrônicos, a comercialização de games e consoles é proibida por lá (é liberada somente a compra de jogos de não consoles). A lei foi criada em 2000, quando o governo tinha medo que os jovens não trabalhassem e ficassem mais tempo jogando videogame.

2. Estilo “emo”
Na Rússia, ir a escolas ou entrar e prédios públicos ao estilo “emo” é proibido. Segundo o governo, a norma tem o objetivo de conter os índices elevados de suicídios entre os jovens e a moda “emo” era uma verdadeira ameaça a estabilidade nacional.

3. Reencarnação
A China outra vez. Se por um acaso você quiser reencarnar, vai ter que pedir autorização para o governo. Sério! O Estado impôs essa lei como uma forma de controle sobre os budistas tibetanos e o líder Dalai Lama.

4. Ovomaltine 
Alimentos enriquecidos são proibidos na Dinamarca. Sendo assim, cereais matinais fortificados, como o Marmite e o Ovomaltine, não estão nas prateleiras dinamarquesas.

5. Certos nomes
Na Dinamarca, as opções de escolhas de nomes são bem mais restritas. Os pais só podem escolher nomes a partir de uma lista aprovada pelas autoridades. Atualmente, existem 7 mil nomes à disposição dos pais, sendo 3 mil para garotos e 4 mil para meninas.

6. Flor de jasmin
Depois das “Revoluções Jasmins”, na Tunísia, os chineses tentaram iniciar a sua própria revolução. E surgiu daí uma nova proibição bizarra: não se pode comprar a planta, ouvir músicas sobre a flor e até mesmo usar a palavra em mensagens de texto.

7. Corte de cabelo
No Irã, a população só pode utilizar cortes que aparecem na lista de aprovados pelo governo. A explicação da lei é impedir o avanço cultural da Europa e dos Estados Unidos no país.


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‘Cheguei a duvidar de Deus’, diz líder da Igreja Anglicana sobre ataques em Paris


O Arcebispo da Cantuária, o equivalente ao papa para a Igreja Anglicana, disse que os ataques em Paris o fizeram “duvidar” da presença de Deus.
Em entrevista à BBC, Justin Welby confidenciou que as mortes abriram uma “brecha em sua armadura”.
Há cerca de uma semana, Paris foi alvo de uma série de ataques coordenados que deixou 130 mortos e mais de 350 feridos. A autoria dos atentados foi reivindicada pelo grupo extremista autodenominado ‘Estado Islâmico’.

Welby afirmou que sua reação aos ataques foi “primeiro de choque e horror e depois de profunda tristeza”, especialmente porque ele e a mulher já moraram na capital francesa.
Diferentemente do papa, o líder espiritual da Igreja Anglicana pode se casar.
Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, vai se encontrar com o presidente da França, François Hollande, em Paris para discutir a luta contra o terrorismo.
Segundo fontes do governo britânico, Cameron e Hollande devem falar sobre como os dois países podem cooperar no contraterrorismo e no combate contra o ‘EI’ na Síria e no Iraque.
‘Ato desesperado’
Welby lembrou que começou a duvidar da presença de Deus na manhã seguinte ao ataque.
“No sábado pela manhã, estava fora de casa e enquanto caminhava rezava e dizia: “Deus, por que isso está acontecendo? Onde Você está? Duvidei dele”.
O líder espiritual lembrou que o choque que sentiu foi acrescido “pelo fato de que minha mulher e eu moramos em Paris por cinco anos”.
“Vivemos momentos muito felizes ali. Ver esse lugar de celebração da vida sucumbir a tamanho sofrimento é de partir o coração completamente”.
Após os ataques, a França lançou ataques aéreos contra o ‘EI’ na Síria, mas o arcebispo criticou a ofensiva.
“Se começarmos a matar aleatoriamente aqueles que não fizeram nada errado, não teremos soluções para este conflito”, afirmou ele.

Welby disse ainda que a maneira como os militantes do ‘EI’ distorcem sua fé, de modo a pensar que seus atos glorificam Deus, é “um dos atos mais desesperados do nosso mundo”.
by: BBC
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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Até Onde chega a maldade humana

Somayeh Mehri (29) e Rana Afghanipour (3) são mãe e filha vivem em Bam , sul do Irã . Elas foram atacados com ácido pelo marido de Somayeh Amir.
Somayeh era freqüentemente espancada e presa por seu marido, e finalmente encontrou a coragem de pedir o divórcio.
Porém Amir avisou que, se ela persistiu em suas tentativas de deixá-lo, ela não iria viver a vida com a cara que ela tinha.
Uma noite em junho de 2011 , ele derramou ácido em Somayeh e Rana enquanto dormiam.


Tanto Somayeh quanto Rana tiveram rostos , mãos, e , em alguns lugares, seus corpos foram gravemente queimados.
Somayeh perdeu toda a visão , e Rana perdeu um de seus olhos. O pai de Somayeh vendeu sua terra , a fim de arrecadar dinheiro para pagar suas despesas médicas , e conterrâneos também ajudaram.








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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Atriz brasileira Morena Baccarin vai ter que pagar pensão de mais de 87 mil reais por mês para ex


Um juiz determinou que a atriz brasileira Morena Baccarin pague o equivalente a mais de 87 mil reais em pensão mensal para seu ex-marido, o diretor Austin Chick. O valor inclui o pagamento de uma quantia destinada ao filho de dois anos do casal. Baccarin está grávida de seu colega de elenco do seriado ‘Gotham’ e atual namorado, o ator Ben McKenzie.
Fontes próximas à atriz e ao diretor afirmam que o processo que resultou na determinação da pensão foi bastante tenso. Chick alega que Baccarin ainda estava em uma relação com ele quando começou a sair com o ex-protagonista do seriado ‘The O.C.’. O processo não chegou ao fim pois ainda está em debate a questão da guarda do filho de Baccarin e Chick. Enquanto o diretor mora em Los Angeles, Baccarin está filmando ‘Gotham’ em Nova York.
Boatos divulgados por sites internacionais especializados em celebridades dão conta que McKenzie e a atriz planejam se casar em breve.

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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Por que os copos de Natal do Starbucks estão sendo chamados de anticristãos nos EUA

O desenho do tradicional copo de Natal que a rede de cafeterias Starbucks apresentou para a festividade deste ano está causando muita reclamação de grupos cristãos dos Estados Unidos.
O problema é justamente a austeridade do conceito e a ausência de símbolos natalinos – desenhos de velas, flocos de neve e de enfeites de árvores natalinas, típicos das edições anteriores do copo.
Para este Natal, a Starbucks decidiu lançar copos que são apenas vermelhos – exceção feita ao logotipo verde da empresa -, em um tom mais claro perto da borda e que vai sutilmente escurecendo até o fundo do copo.
Alguns acreditam que o copo vermelho sem símbolos é “anticristão” e uma ofensa ao espírito de celebração da data.
Um ex-pastor americano até iniciou um movimento nas redes sociais para reiterar as raízes cristãs desta época e condenar o novo copo de Natal da Starbucks.
Minimalista

Desde 1997, a Starbucks lança copos comemorativos na época do Natal geralmente em vermelho e com desenhos que
lembrem a comemoração da data no Hemisfério Norte, como os mencionados acima.
Estes copos são distribuídos para todas as lojas da rede.
Para 2015, a rede de cafeterias optou por um estilo “minimalista” para refletir a “a simplicidade e a paz” da época, segundo Jeffery Fields, o vice-presidente de design do Starbucks.
Mas a campanha reclamando do copo organizada pelo ex-pastor americano Joshua Feuerstein teve ressonância nas redes sociais.
Ele criou a hashtag #MerryChristmasStarbucks (Feliz Natal Starbucks, em tradução livre) e lançou um vídeo no qual mostra como tem “protestado” contra a Starbucks.
Ele vai a uma cafeteria do Starbucks, faz um pedido e quando o funcionário pergunta seu nome para anotá-lo no copo ele responde “Merry Christmas” (Feliz Natal), o que acaba sendo escrito no copo sem símbolos.
No vídeo, Feuerstein pede que outras pessoas façam o mesmo quando comprarem um café ou qualquer outra bebida na rede de cafeterias; seu movimento ganhou seguidores nas redes sociais e até apoio internacional.
“Esta é uma rejeição à realidade histórica e à grande herança cristã que sustenta o ‘Sonho Americano’ do qual o Starbucks se beneficiou tanto”, afirmou Andrea Williams, da organização cristã da Grã-Bretanha Christian Concern, em uma entrevista à publicação conservadora Breitbart.
Os enfeites de Natal se distanciam cada vez mais de motivos religiosos

Outro fator que pesou para a decisão da Starbucks de exibir um copo mais minimalista em 2015 foram os clientes que veem o Natal como um evento não-religioso.
Nos Estados Unidos, principalmente, há um hábito de misturar outras tradições com o Natal, como o Hannukah judeu ou o Kwanza africano e outros rituais minoritários, tudo com um sincretismo secular que celebra valores como irmandade e renovação em meio aos meses escuros de inverno no Hemisfério Norte.
Há alguns anos os símbolos cristãos estão desaparecendo de vitrines de lojas e propagandas lançadas para esta época do ano.
E o Starbucks parece estar seguindo esta tendência com estes copos “neutros” que, segundo Jeffery Fields, são uma forma “mais aberta de receber as festas”.
E nem todos os cristãos reprovam a decisão da rede internacional de cafeterias, como é o caso da reverenda Emily Heath, em um blog publicado no HuffPost, no qual afirmou que a ação do Starbucks promove a “inclusão, diversidade, tolerância e pluralismo”.
by: G1

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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Saga "De Volta para o Futuro" retorna aos cinemas e ganha novo curta-metragem

Há 30 anos, Marty McFly (Michael J. Fox) embarcava em um carro DeLorean, adaptado como máquina do tempo pelo cientista Dr. Emmet Brown (Christopher Lloyd), e voltava para 1955. O primeiro filme da trilogia De Volta para o Futuro estreou no dia 3 de julho de 1985, nos Estados Unidos. Os três longas foram dirigidos por Robert Zemeckis.

Para celebrar os 30 anos da saga, a Rede Cinemark exibirá uma maratona com os três filmes da série, em sessões seguidas, no 21 de outubro, em 19 cidades brasileiras. A data é icônica e não poderia ser mais adequada: foi quando Marty Mcfly (Michael J. Fox) chegou ao futuro, no ano de 2015, em De Volta para o Futuro II.
A volta de Doc Brown
Como parte de comemorações dos 30 anos da saga, a Universal Pictures vai lançar uma nova edição especial da trilogia em Blu-ray e DVD, no dia 21 de outubro. Nesse novo box, há um curta-metragem no qual Christopher Lloyd volta a viver o doutor Brown, intitulado Doc Brown Saves the World

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De Volta Para o Futuro

Hoje, 21 de outubro de 2015, seria o dia em que Marty McFly chegaria ao futuro, isso segundo o filme "De volta par o futuro II" um dos maiores clássico do cinema mundial e para mim a maior sequência de todos os tempos e para comemorar essa data, vamos trazer uma série de reportagens e curiosidades sobre esse clássico.

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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Dublador de "Harry Potter" morre baleado no Rio de Janeiro aos 27 anos

Algumas pessoas atuam como dubladores em filmes, desenhos, seriados, mas também tem outros empregos no dia a dia.
Como era o caso do policial, Caio César, que além de vestir a farda e ser atirador de elite da PM, também dublou personagens na novela "Rebelde", "Digimon", e até mesmo o famoso "Harry Potter". Mas sua vida foi interrompida aos 27 anos de idade, quando foi atingido por disparos numa operação feita no Complexo do Alemão.

Ele até foi socorrido e levado as pressas ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Em "Digimon" ele dublou o personagem T.K. e também o famoso Diego da novela RBD.
by: PN

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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

IMAGENS ÍNTIMAS DE STÊNIO GARCIA VAZAM NA NET

Internautas comentaram nudes e fizeram comparação com o 7x1 que o Brasil levou da Alemanha: 'Difícil superar'


A madrugada desta quarta-feira foi movimentada para os internautas e o nome do ator Stenio Garcia foi parar nos Trending Topics do Twitter. É que fotos íntimas dele e da mulher, a também atriz Marilene Saade, que é 36 anos mais nova, caíram na Internet. Nas imagens, fotografadas pela própria mulher, Stenio e Marilene aparecem fazendo pose de frente para o espelho. 

Alguns internautas chegaram a comparar as fotos de Stenio Garcia ao 7x1 do jogo da Alemanha e do Brasil na copa de 2014: "Difícil superar", dizia um dos tweets. Outros disseram que se arrependeram de ter clicado nas imagens. 
by: O dia

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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Martin Luther King e o violento protesto que nunca aconteceu

A história nos lembra do discurso, da multidão e do protesto pacífico. Mas nos bastidores, a famosa manifestação liderada pelo reverendo Martin Luther King Jr. em Washington, em 1963, provocou suspeitas, ansiedade e receio na Casa Branca de que o dia terminasse em violência.

Em todo o país, uma onda de protestos havia se espalhado após semanas de disputas raciais em Birmingham, no Estado do Alabama, onde cães policiais feriram manifestantes e potentes jatos de água foram usados em crianças.

Entre maio e o fim de agosto de 1963, houve 1.340 manifestações em mais de 200 cidades. Algumas aconteceram em comunidades por muito tempo divididas por questões raciais. Outras nunca haviam tido episódios de violência.

A aleatoriedade dos tumultos fez com que fossem ainda mais assustadores para as autoridades. Com 200 mil manifestantes prestes a se reunir na capital dos Estados Unidos, o governo tinha medo de que Washington testemunhasse o mesmo caos e desordem.
Rev. Martin Luther King Jr
Para o reverendo Martin Luther King Jr., o líder não-declarado do movimento pelos direitos civis, os acontecimentos do início do verão americano haviam transformado a luta pela igualdade racial do que ele chamava de "protesto negro" em uma "revolução negra". Os Estados Unidos, segundo ele, tinham chegado a um "ponto de explosão".

Mas as vozes da ansiedade também se fizeram ouvir dentro da administração Kennedy.

"Assuntos que não se resolvam com justiça e equilíbrio, cedo ou tarde serão resolvidos pela força e pela violência", alertou o vice-presidente Lyndon Baines Johnson. O único conselheiro negro do presidente, Louis Martin, também alertou para uma possível confusão iminente.

"O ritmo acelerado da inquietação dos negros", disse ele a Kennedy, em particular, "pode provocar o estado mais crítico das relações raciais desde a Guerra Civil". Durante uma reunião tensa na Casa Branca em maio, o procurador-geral Robert Kennedy também alertou seu irmão mais velho do risco de que a situação saísse do controle.

"Os negros agora estão hostis e furiosos e eles ficarão furiosos com tudo. Não dá para conversar com eles", disse.

"Meus amigos dizem que (até) as empregadas domésticas e funcionários negros estão hostis."

Durante boa parte de seu governo, John F. Kennedy enxergou os direitos civis mais como um assunto político a ser administrado do que como uma questão moral a defender.

Pender para a última alternativa era arriscar a fragmentação do partido Democrata, que na época era um amálgama conturbado de liberais do norte, segregacionistas do sul e pragmáticos, como o presidente, que tentavam manejar as diferenças.

Kennedy, famoso por sua postura de distanciamento, tampouco tinha um compromisso emocional forte com a luta pela liberdade. Durante a maior parte do tempo, ele havia sido um observador da grande revolução social de sua época.
No verão de 1963, no entanto, ele percebeu que seu governo poderia vir a ser definido por sua resposta à crise racial. A inação não era mais uma opção. Como ele mesmo comentou durante um discurso televisivo em junho, as "chamas da frustração e da discórdia estão queimando em todas as cidades, ao norte e ao sul".

CONTROLE

Para tirar os manifestantes das ruas, Kennedy havia finalmente apresentado um esperado projeto de lei que começaria a desfazer a segregação --sistema de apartheid racial que prevalecia na maior parte do sul dos Estados Unidos.

Mas mesmo depois do pronunciamento à nação, e dado o aval da Casa Branca para a luta dos negros, os protestos e a violência continuaram. A possibilidade de uma enorme manifestação em Washington, portanto, provocava medo.
Quando o governo descobriu, em meados de junho, sobre os planos para a manifestação em Washington, sua primeira resposta foi pressionar líderes negros pedindo o cancelamento.

Em uma reunião na Casa Branca, Kennedy disse a Luther King e a outros líderes dos movimentos de direitos civis que não queria "um grande show no Capitólio" porque isso complicaria os esforços para transformar o projeto de direitos civis em lei. Quando as tentativas de persuasão falharam, o governo decidiu brigar pelo controle da manifestação.

Nesse momento, o presidente foi surpreendentemente determinado. "É provável que eles venham aqui e defequem no Monumento (de Washington) inteiro", disse Kennedy a assessores. "Tenho um projeto de lei sobre direitos civis para passar e vamos fazê-lo."

Para impedir que a manifestação se transformasse em um enorme tumulto, Kennedy ordenou uma mobilização do aparato de segurança do governo federal sem precedentes fora de períodos de guerra.

Para começar, o FBI (a polícia federal americana) aumentou sua já vasta operação de vigilância ao movimento dos direitos civis, que incluía escutas dos telefonemas de Luther King.
O órgão instruiu cada um de seus agentes no país a fornecer informações de inteligência sobre a quantidade de ativistas negros que planejavam ir até Washington e se eles tinham alguma ligação com organizações comunistas.

Outro receio era o de que ativistas negros, que haviam rejeitado as táticas não-violentas de grupos de direitos civis mais moderados, tomassem conta da manifestação. Cerca de 150 agentes do FBI foram destacados para se misturarem à multidão, trabalhando em conjunto com agentes do serviço secreto.

Outros ficavam em pontos de observação dos telhados do Lincoln Memorial, da Union Station (principal estação ferroviária) e do Departamento do Comércio, com vista para o Passeio Nacional --espaço a céu aberto que fica entre o Capitólio e o Monumento de Washington.

Na sede do FBI, que o então diretor J. Edgar Hoover temia ser atacada por manifestantes, a segurança também aumentou. Funcionários foram instruídos a sentar longe das janelas.

Semanas antes da manifestação, a perspectiva de violência também preocupou o departamento de polícia de Washington, que ficou em seu mais alto estado de alerta. O órgão preparou 72 possíveis cenários de desastre e uma resposta para cada um deles.

O fato de que três lados do Lincoln Memorial eram próximos da água facilitava a situação para a polícia. Mas cada esquina de Washington também foi protegida. Na colina do Capitólio, uma fila de policiais, distantes 1,5 metro uns dos outros, rodeava o Congresso.

Um policial ou um membro da guarda nacional estaria posicionado em cada canto do centro financeiro para garantir a segurança em caso de saques. Para reforçar a presença da polícia, centenas de oficiais extras foram trazidos de forças de áreas vizinhas, e foram especialmente treinados para lidar com os protestos.

Apesar da grande mobilização, cães de guarda permaneceram em seus canis. Várias imagens dos protestos de Birmingham em maio, nas quais fotógrafos de jovens manifestantes foram mostrados sendo atacados por cães agressivos, chocaram tanto os americanos brancos, que a presença dos animais poderia facilmente incitar uma má reação da multidão.

Por causa das muitas prisões esperadas para o dia, um time de juízes locais foi mantido nas salas das cortes da cidade. Na prisão do distrito de Columbia, 350 detentos foram retirados para criar espaço para os possíveis manifestantes presos.
Cirurgias que estavam agendadas na região metropolitana de Washington foram canceladas para que 350 leitos pudessem ficassem disponíveis para emergências durante os manifestos. O hospital geral da capital chegou ao ponto de decretar um "plano nacional de desastres".

APARATO MILITAR

A vida em Washington foi completamente interrompida com a possibilidade de protestos. Repartições públicas fecharam e funcionários federais foram recomendados a ficar em casa.
Também foi decretada uma "lei seca", não permitindo a venda de bebidas alcoólicas pela primeira vez desde do chamada "Prohibition" (Proibição) - decreto do governo americano que proibiu a venda de álcool entre os anos de 1919 a 1933, em um movimento para garantir a "saúde pública e moral" da população.

O receio de uma marcha possivelmente violenta também preocupava seus próprios organizadores. O movimento era liderado pelo carismático Bayard Rustin, que decidiu atuar bem de perto da organização para garantir que ele fosse um movimento pacífico.

Os organizadores concordaram em antecipar o horário de início da marcha para que os manifestantes não ficassem nas ruas depois de escurecer. Ainda mais difícil foi a decisão de mudar o local da concentração da marcha.

O plano original para o protesto em massa nas escadarias do Congresso americano foi engavetado. Em vez disso, eles escolheram o Lincoln Memorial, uma área mais fácil de organizar as pessoas com menos tensão política.

Mesmo depois de quatro semanas de planejamento meticuloso, os oficiais da administração de Washington não puderam descartar o risco de violência. Assim, no dia da marcha, no distrito de Columbia, o presidente ordenou que fosse estabelecido um centro de operações militares - o maior da história dos EUA em tempos de paz.

Logo no início da manhã do dia 28 de agosto, cinco bases militares montadas em áreas afastadas do centro da cidade já estavam com grande atividade, com veículos pesados de guerra e 4.000 soldados organizados na operação batizada de "Inside", pronta para atuar.

Para os fortes de Myer, Belvoir, Meade, além da base marinha de Quantico e da estação naval de Anascotia, foram trazidos 30 helicópteros com rápida capacidade de decolagem. No forte Bragg, na Carolina do Norte, 15 mil homens da força especial denominada STRICOM foram posicionados em sobreaviso, prontos para serem levadas à área dos confrontos pelo ar.

Se a violência se disseminasse, a rapidez com que as tropas chegassem a Washington seria essencial. Todas as proclamações presidenciais, ordens executivas e cartas de instrução militar foram preparadas antecipadamente.

Se os protestos começassem, a Casa Branca emitiria uma proclamação presidencial exigindo que os manifestantes se dispersassem imediatamente.

Se a violência persistisse, o presidente assinaria uma ordem executiva autorizando o Pentágono (o departamento de segurança nacional dos EUA) a tomar "todas as medidas necessárias" para dispersar a multidão. Um memorando confidencial, demonstrava bem isso: "(A) intenção de utilizar a mínima força não deve prejudicar o fim da missão".

Em resposta ao possível deterioramento da situação, tropas utilizariam primeiramente rifles não carregados como forma de intimidação, com baionetas acopladas (parte cortante fixada às armas).

Se isso falhasse, gás lacrimogênio poderia ser utilizados, assim como rifles carregados com munição. A missão ganhou o nome de Operação Washington. Tão pesado era o arsenal militar, que um repórter observou à época que "a cidade foi transformada da capital da nação em tempo de paz para uma nação em guerra".

28 DE AGOSTO

Em toda a manhã do dia 28 de agosto, enquanto manifestos ganhavam forma do lado de fora de sua janela, o Presidente Kennedy permanecia seguro dentro da Casa Branca liderando uma reunião com estrategistas em política internacional para discutir a guerra do Vietnã.

Antecipadamente à marcha, ele tinha resistido às exigências de Martin Luther King e demais líderes das chamadas "Big Six" (grandes seis) organizações de direito civil de recebê-los em audiência naquela manhã, já que ele não gostaria de ser identificado como um líder muito próximo das manifestações que poderiam se tornar violentas.

Seus conselheiros também estavam preocupados com a possibilidade de que os líderes negros chegassem à Casa Branca com uma lista de requisições nada razoáveis, impossíveis para o presidente realizar.

Se eles deixassem o salão oval da casa presidencial sem um acordo, toda a demonstração nas ruas poderia mudar drasticamente. Para desapontamento dos organizadores da marcha, Kennedy decidiu ser contra a iniciativa de enviar aos manifestantes uma mensagem presidencial, temendo que isso poderia provocar manifestações contra ele no "Mall" --área pública que circunda a Casa Branca.

Em vez disso, ele concordou em receber uma delegação de líderes negros na Casa Branca somente depois que a marcha terminasse, com a esperança de que isso abrandasse a retórica contra ele.

Como precaução extra contra pronunciamentos inflamados - e também para prevenir os subversivos de tomar o controle do sistema de anúncio presidencial - um oficial da administração foi posicionado do lado direito do Lincoln Memorial com um interruptor para desligar o equipamento de som e também com uma vitrola de tocar discos.

Se os manifestantes conseguissem tomar o palanque do microfone, o som seria cortado e a música "Ele tem o mundo todo em suas mãos", cantada por Mahalia Jackson, seria tocada no lugar.

DISCURSO HISTÓRICO

Às 13h40, a asa oeste da Casa Branca acomodava uma pequena televisão no salão oval por meio da qual Kennedy começou a assistir King pouco antes de ele começar a falar.
De pé e posicionado bem no meio da escadaria do mais magnificente púlpito que a América poderia oferecer, o orador pairou o olhar sobre o imenso "mar" de 200 mil manifestantes que se aglomeravam nos dois lados do espalho d'água até além dos limites do Mall, chegando ao Monumento Washington.

Milhares também formavam uma multidão nas áreas laterais do gramado, enquanto outros se mantinham na água da piscina com água até os joelhos para amenizar o calor. Outros ainda cantarolavam amontoados nas árvores expostas à brisa de fim de tarde. Eles não estavam apenas cantando, mas rezando, se abraçando, dando risadas e aplaudindo.

Com a imponente estátua de Abraham Lincoln pairando sobre ele, King então começou a falar para os manifestantes que sua presença à sombra simbólica do "grande emancipador" oferecia uma prova maravilhosa de que uma nova ordem estava se espalhando pelo país.

Por muito tempo, ele reclamou do fato de os americanos negros serem exilados na sua própria terra, "paralisados pelas amarras da segregação e das correntes da discriminação".

Seria fatal para a nação "não vislumbrar a urgência do momento e subestimar a determinação do negro". Sofrendo com o calor sufocante, a primeira reação dos manifestantes foi o silêncio. O discurso não estava indo bem.

"Fale para eles sobre o sonho, Martin", gritou Mahalia Jackson, se referindo ao já conhecido artifício de discurso utilizado por King muitas vezes.

A mensagem não havia entrado no discurso planejado por ele, porque seus assessores insistiram em material novo. Mas King decidiu deixar de lado suas anotações e adentrou espontaneamente no refrão pelo qual ele será lembrado para sempre na história.

"Eu tenho um sonho de que um dia esta nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado de sua crença", gritou King com seu braço direito levantado para o céu. Rapidamente, ele já estava ganhando seu ritmo vigoroso pela coro emocionado da multidão. "Sonhe!", gritavam eles. "Sonhe!"

Com sua voz alcançando toda a extensão do Mall, King imaginou um futuro em que crianças poderiam "viver numa nação onde eles não seriam julgados pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seu carácter". Foi assim que ele alcançou seu caloroso final.

King ainda pediu à multidão para sinalizar se estavam ouvindo bem.

Assistindo na Casa Branca, o presidente Kennedy estava imóvel. Como muitos americanos, esta foi a primeira vez que ele ouvira o discurso de um orador de 34 anos em sua totalidade - pela primeira vez ele avaliou seu método e ouviu sua cadência.

"Ele é bom", disse Kennedy para um de seus assessores. "Ele é muito bom". Entretanto, o presidente parecia ter se impressionado mais pela qualidade da performance de King do que no poder de sua mensagem.

Mas a mensagem era vital. King fez um poderoso discurso pela mudança racial de forma não-violenta. E fez isso com tanta eloquência e poder que a mensagem reverberou não apenas no Mall de Washington, mas também na sala de estar dos americanos.

Dias terríveis e violentos se seguiram. Ainda assim, mesmo com toda a preocupação com a segurança antes do manifesto, 28 de agosto de 1963 foi um dia incrivelmente belo.

Sem confrontos, a marcha provou-se um alívio para a polícia. Até o cair da tarde, houve apenas três prisões, todas envolvendo brancos. No evento, a única ameaça para a polícia não veio de um manifestante desordeiro, mas do frango distribuído mais cedo naquela manhã, que não havia sido refrigerado adequadamente.

Pouco depois das 16h, o chefe da polícia emitiu sua mais importante ordem do dia: nenhum dos oficiais deveria, sob qualquer hipótese, tocar no frango que fora preparado para o jantar.

Aos pés do Lincoln Memorial, Martin Luther King e seus colegas foram colocados em uma caravana de limousines oficiais que bem devagar cruzaram por entre a multidão no trajeto até a a Casa Branca.

Kennedy então recebeu os líderes negros com cumprimentos e repetiu o sonoro refrão que elevou o movimento de direitos civis a um novo plano espiritual: "Eu tenho um sonho". E assim, ele encaminhou todos ao salão oval.

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