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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Causa de queda de helicóptero ainda é mistério


Há poucos dias para completar um ano do acidente aéreo que matou cinco delegados, dois peritos criminais e um criminoso aqui no Estado, até hoje não se sabe o que derrubou o helicóptero da Polícia Civil. Ninguém se dispõe a discutir o assunto, nem dentro nem fora do governo. Mas todos veem com desconfiança essa demora na investigação, que segue envolta em mistério. Há quem diga que o atraso na resolução esconde, na verdade, a causa do acidente, e consequentemente, protege o responsável ou os responsáveis.
O helicóptero da Polícia Cívil de Goiás caiu no dia 8 de maio do ano passado, numa fazenda a 40 quilômetros da cidade de Piranhas. Ele trazia da cidade de Doverlândia, oito ocupantes que morreram na hora. Estavam na aeronave o delegado-superintendente da Polícia Jurídica, Antônio Gonçalves Pereira dos Santos, o delegado chefe-adjunto do Grupo Aeropolicial, Bruno Rosa Carneiro,  o delegado chefe do Grupo Aeropolicial, e que pilotava a aeronave, Osvalmir Carrasco Melati Júnior,  o delegado titular da delegacia Estadual de Repressão à Roubo de Cargas, Jorge Moreira da Silva, o delegado titular da delegacia de Iporá, Vinicius Batista da Silva, os peritos criminais Marcel de Paula Oliveira e Fabiano de Paula Silva e Aparecido Souza Alves, acusado de cometer uma chacina na fazenda Nossa Senhora Aparecida, em Doverlândia. Eles retornavam da segunda reconstituição desse crime bárbaro.
Esse helicóptero da Polícia Civil, modelo Koala, denominado “Escorpião”, da AgustaWestland é considerado moderno e bastante seguro. Sem muitas explicações,  alguns especialistas garantem que o equipamento é praticamente imune a falhas estruturais, como a que parece ter acontecido. 
Em Goiás, dois empresários e o governo estadual tem essa aeronave. À época do acidente, os helicópteros da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram proibidos de voar até que fossem apresentadas garantias de segurança nos voos. Até mesmo os dois empresários deixaram de usá-las, por precaução. Até que se explicasse, a empresa responsável pela manutenção dessas aeronaves no Estado, a Fênix chegou a ser fiscalizada e suspensa pela Anac, mas já voltou a fazer a manutenção desses helicópteros.

A Polícia Civil de Goiás acompanha as investigações feitas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa), em Brasília, de onde nenhum laudo foi emitido até agora, quase um ano após o acidente. Além dessa perícia, a Polícia Civil aguarda um laudo do Instituto de Criminalística.  E enquanto se aguarda esses resultados, o inquérito está parado na Delegacia de Investigações Criminais. Novos depoimentos podem ser colhidos, mas vai depender dos apontamentos desses dois laudos.
O Ministério Público de Goiás abriu um inquérito civil para investigar a queda do helicóptero, tendo como foco a análise do contrato de manutenção da aeronave com a empresa Fênix de Manutenção de Aeronaves Ltda. O Centro de Apoio do Patrimônio Público quer saber se foram cumpridos todos os procedimentos por parte do Governo de Goiás na contratação da empresa. E, junto ao CENIPA e à Polícia, após a investigação da queda, o que causou o acidente. Esse trabalho também aguarda conclusão.
Segundo o delegado André Ganga, o único piloto da Polícia Civil, um termo de sigilo foi assinado com o Centro, o que o impede falar sobre essa perícia. Ele acredita que ainda nesse semestre seja emitido esse laudo da causa da queda do helicóptero. Para ele, é normal essa demora na investigação. “Muitos acidentes acabam tendo solução mais rápida em razão de serem acidentes maiores, que possuem gravadores de voz e de dados na aeronave, no caso de Goiás, como não tinha esses equipamentos é algo que tem que investigar ponto a ponto da aeronave e muita coisa foi destruída no fogo,  o que acaba atrapalhando um pouco a investigação da causa”, justifica.
Segundo André Ganga, do que sobrou da aeronave tudo foi  encaminhado à análise: as transmissões principal e  traseira, rotor principal e de calda, a turbina, a caixa redutora e alguns aviônicos,  instrumentos da aviação e um computador que tem parâmetros de pilotagem, mas não grava dados.  
Quem está na área da aviação aqui no Estado diz que no início pareciam interessados em investigar, mas que hoje parece querer esconder alguma coisa ou fazer com que caía no esquecimento, porque não se comenta mais nada sobre essa perícia. “Tentaram culpar a empresa de manutenção e a fabricante, que provaram não ter culpa. Se são isentos, sobra para os tripulantes, e o piloto era um servidor do Estado. Normalmente uma perícia não demora tanto tempo assim, mas também pode levar esse tempo. Nesse caso, é porque envolve o governo”, conta um especialista que pediu para não ser identificado.


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