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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Vinhos, arte, carros, cinema: conheça investimentos de luxo

Bons vinhos, obras de arte, carros de luxo, o mundo do cinema. O que parece o roteiro de glamour de um bon vivant pode muito bem ser a carteira de investimentos daqueles que buscam uma alternativa à Bolsa e às aplicações financeiras tradicionais.

Chamados de "passion investments" no exterior, onde são mais comuns, fundos que apostam nos objetos de paixão e hobbies dos investidores começam a se firmar no Brasil. Nesse tipo de negócio, o envolvimento emocional com os ativos é o combustível que move as vendas, como define o site do fundo Emotional Assets, especializado em instrumentos musicais, selos raros, cerâmicas e outros tipos de antiguidade capazes de adquirir valor no mercado.

Os artigos de luxo têm apresentado uma boa valorização em comparação ao mercado de ações e são apontados como opção para diversificar os investimentos em ativos que possuem uma lógica própria de valorização.

"Vem muita coisa atrelada a esse tipo de investimento: prazer, negócios, relacionamento. E dá muito mais status investir R$ 1 milhão num fundo de vinhos do que um R$ 1 milhão na poupança", afirma o professor de finanças da Fiap (Faculdade de Informática e Adminstração Paulista) Marcos Crivelaro.

Participar desse mundo é para um público endinheirado

Mas não basta ser um apreciador de bom gosto para apostar suas economias neste mercado. O valor inicial de investimento exigido para comprar cotas do BGA (Brazil Golden Art), fundo pioneiro no mercado de arte no país, foi de R$ 100 mil. No ramo dos vinhos, o também brasileiro Bordeaux Wine Fund exige uma aplicação inicial de R$ 1 milhão.

Crivelaro afirma que esses são investimentos voltados à classe A. Não só pelo valor inicial exigido, mas porque é recomendável, segundo o professor, que apenas um máximo de 10% da carteira pessoal de investimentos seja voltada a esse tipo de aplicação.

O motivo, diz o professor, seria a baixa liquidez em relação às aplicações tradicionais, ou seja, é mais demorado vender a um bom preço uma obra de arte ou vinhos de excelente safra que ações negociadas diariamente em Bolsa.

"E com certeza não é um investimento de curto prazo. É uma aposta [em ativos] de crescimento constante, linear. Mas para a pessoa amortizar o investimento deve pensar ao menos no médio prazo, em três a cinco anos", diz Crivelaro.

Para o professor de finanças do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) Ricardo Humberto Rocha, investir nesse tipo de fundo vale a pena apenas para quem já tem a vida financeira organizada e busca diversificar as aplicações como forma de diminuir os riscos.

"Não faz sentido o cara que ainda não tem uma tranquilidade financeira sair de um fundo de renda fixa para um fundo de vinhos. Porque o risco é maior, o conhecimento sobre o produto não está totalmente assimilado e o retorno é mais a longo prazo", diz Rocha.

O professor afirma ainda que o lucro ou o prejuízo do investimento obedece a fatores diversos da lógica das finanças, como a avaliação de críticos sobre uma obra de arte ou a nota atribuída por especialistas a determinada safra de vinhos.

"É importante também que o investidor verifique o prospecto do fundo e a autorização da CVM para ele ser comercializado", diz Rocha.

by: UOL

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