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quinta-feira, 28 de março de 2013

Estatal justifica escravidão com 6 minutos de folga. Daí para o nazismo basta um ônibus de 28 metros lotado de absurdos

Metrobus é a estatal de transporte do governo de Goiás. Seus ônibus atuam no eixo Anhanguera, avenida que corta Goiânia de Leste a Oeste. Dias atrás, a Rádio 730 e o portal730.com.br fizeram, em editorial, um apelo ao governador Marconi Perillo. O pedido era pela humanização da empresa, que está sendo injusta com seus mais dedicados funcionários, os motoristas.

O ofício de motorista de ônibus em Goiânia é um dos mais estressantes do Brasil. O trânsito é complicado e o motorista tem de cumprir o cronograma no minuto estipulado. Para isso, passa por 19 plataformas e cinco currais.

No final de 2011, o governo investiu na Metrobus. Os ônibus melhoraram, mas a vida dos motoristas piorou muito. Os novos ônibus têm 28 metros de comprimento e em cada um se espremem até trezentas vítimas ao mesmo tempo. Como os veículos são maiores, a Metrobus reduziu o número de ônibus de 120 para 90 e aumentou a quantidade de passageiros de 150 mil para 200 mil por dia. Ou seja, a empresa gasta menos combustível, a folha de pagamento dos motoristas caiu 25% e seus salários não acompanharam a evolução. Os motoristas têm mais responsabilidade, dirigem veículos mais compridos e mais largos e o contracheque continua estreito.

Mais estreitos que o rendimento dos motoristas só as plataformas e o raciocínio da direção da Metrobus, que rebateu o editorial. Em resumo, a estatal argumenta que paga ao motorista 1.550 reais por mês. A Metrobus comemora o salário de quem pilota ônibus com 300 passageiros ser 17% maior que os dos demais. Ou seja, o fato de as empresas privadas humilharem seus motoristas é uma vitória para a Metrobus. A diferença está em diversos detalhes importantes: o motorista da Metrobus carrega em média o triplo de passageiros e fica ao volante 28% de tempo a mais.

A Metrobus alega que seus motoristas “param por seis minutos no Novo Mundo e oito no Padre Pelágio”, referindo-se aos currais dos extremos da linha. O sujeito atravessa Goiânia de ponta a ponta com mil pessoas conversando dentro do ônibus, milhares de carros atrapalhando. É obrigado a desviar de gente na rua, da estrutura das plataformas e do concreto das calhas. E seu grande presente é ficar parado durante seis minutos. A Metrobus se orgulha de algo que deveria envergonhar o governo inteiro.

Juntando esse horror contra os empregados com a ganância da Metrobus, o que se vê é um absurdo. Motoristas doentes de tanto trabalhar, dando mais lucro para a Metrobus e recebendo menos. Inclusive, tem motorista que deixa metade do salário nos cofres da Metrobus. Quando alguém encosta a carroceria de 28 metros e faz um risco fininho na estrutura das plataformas, a Metrobus toma dele 20 reais por centímetro de linha arranhada. A Metrobus justifica a desumanidade com uma tabela. Uma explicação dessas é um soco no estômago da cidadania. O motorista se submete a um estresse maluco, é escravizado sem tempo nem para piscar e é assaltado com a seguinte justificativa:

“Os motoristas da Metrobus recebem melhor, por isso exigimos deles uma maior perícia. A gente tem que cobrar deles uma maior responsabilidade”. Essa frase é da direção da Metrobus. Daí para o nazismo, só falta a suástica.

by: UOL

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