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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Suposto golpe Telexfree: mecânico realiza sonhos, e mulher perde casa

De cada dez moradores do Acre, um virou divulgador da Telexfree. São cerca de 700 mil habitantes no Estado, e 10% deles aderiram ao negócio, segundo estimativa do Ministério Público Estadual (MPE/AC).
Desde que a empresa foi proibida de operar e teve seus bens bloqueados, por suspeita de formação de pirâmide financeira, esse tornou-se um dos principais assuntos nas ruas das 22 cidades do Estado.
Alguns com medo de perder o que investiram, outros envergonhados, ou instruídos pela empresa, poucos concedem entrevistas, e quando aceitam, não querem ter seu nome ou foto divulgados.
A promotora de Justiça de Defesa do Consumidor do Ministério Público no Acre Alessandra Marques conta que tem sido procurada por pessoas desesperadas.
“Veio um senhor chorando, dizendo que o filho o havia convencido a vender casa e carro para investir R$ 160 mil na Telexfree.”
No país inteiro, estima-se que mais de 1 milhão de pessoas tenham investido suas economias na empresa. O MP disse que não há previsão de quando a Justiça irá resolver o caso.

Dona de casa vendeu casa e limpou conta no banco

A dona de casa Maria Olcione, 38, moradora de Brasiléia (AC), a 234 km de Rio Branco, vendeu a casa em que morava com a família e limpou as economias no banco para investir cerca de R$ 30 mil na Telexfree.
Ela conheceu o negócio por meio de amigos e familiares, e aderiu em novembro de 2012, pela internet. “Vi que todos se davam bem, então resolvi entrar”.
Conseguiu convencer outros 15 divulgadores e, por isso, não pagava mensalidade no negócio. O primeiro retorno do investimento veio em janeiro e nos quatro meses seguintes. Ela diz ter recebido de volta cerca de R$ 10 mil.
Sem casa própria, ela passou a morar com o marido e os três filhos em um imóvel alugado por R$ 450 ao mês. Com o dinheiro da Telexfree, pagava o aluguel e a faculdade do filho -que estuda medicina na Bolívia.
“A Telexfree foi um anjo”, diz. “Estava tudo indo muito bem, mas agora não tenho nem o que comer. Acabei de buscar um pacote de arroz na casa da minha irmã para almoçar, porque não temos mais dinheiro”, declara.
As contas da família não fecham mais: estão atrasados o aluguel e a conta de luz (três meses). A faculdade do filho também não está sendo paga. “Estamos desesperados.”
Teria mais dinheiro a receber, segundo foi informada pela empresa, mas isso não estaria ocorrendo devido à suspensão das atividades pela Justiça. Mesmo assim, ela diz não ter se arrependido de entrar no negócio, afirmando que o bloqueio foi por determinação judicial, não por vontade da empresa.
“Vi que todas as pessoas que entravam se davam bem. É apostar no escuro. Resta-me apenas esperar. Passo 24 horas pensando como será minha vida .”

Eletricista tomou emprestado R$ 3.000 de agiota

O eletricista Sebastião Domingos, 30, morador também de Brasileia (AC), diz ter tomado R$ 3.000 emprestados de um agiota, com juros de 10% ao mês, para fazer parte da Telexfree. Na semana em que embolsaria o lucro, a Justiça suspendeu as operações da empresa.
“Meu salário não dá para cobrir esse empréstimo. Entrei na empresa porque vi que era legalizada, mas agora estou a ponto de enlouquecer. Se me devolvessem pelo menos os R$ 3.000, eu estava satisfeito.”

Mecânico mudou de vida e realizou ’99% dos sonhos’

Um homem de 35 anos, que pediu para não ser identificado, conta que deixou a profissão de mecânico após aderir à Telexfree. Ele não informa quanto investiu, mas diz que recuperou tudo e ainda obteve lucro. Com esse dinheiro, afirma que conseguiu pagar um empréstimo bancário de R$ 50 mil e viajar com a família.
“A empresa é fantástica. Realizei 99% dos meus sonhos”, disse. “Agradeço a Deus pela oportunidade e quero bastante que os serviços voltem.”

Oficial de Justiça vira ‘herói’ no Acre

O oficial de justiça Shawke Lira, 36, tornou-se uma figura conhecida no Acre e uma espécie de “herói” para os divulgadores da Telexfree no Estado. Ele foi um dos primeiros a entrar no negócio, e tem mais de 51 mil pessoas cadastradas em sua rede.
Em seu perfil no Facebook, Lira diz ter conseguido dinheiro suficiente para viver bem e poder ajudar seus familiares. Pessoas próximas dizem que Shawke ganhou mais de R$ 1 milhão, mas ele nunca comentou os valores absolutos. A reportagem do UOL tentou entrar em contato com Lira, mas não obteve resposta.
“A Telexfree faz parte da minha história de mudança de vida, de realização dos meus sonhos e de toda minha família. Portanto, estarei com ela até uma decisão definitiva. Não importa o tempo que tenha que esperar. Estarei com a Telex, pois não vai doer mais do que a dor atual esperar um pouco mais”, escreveu em seu perfil no Facebook.

Comerciantes reclamam da queda nas vendas

O comércio do Acre tem sentido o efeito do bloqueio das operações da Telexfree e dos bilhões de reais retidos pela Justiça. O presidente da Associação Comercial e Industrial (Acisa) Jurilande Aragão revelou que empresários reclamam que diminuiu a circulação do dinheiro no Estado.
“Fizemos reuniões com os comerciantes sobre uma possível crise, mas não podemos fazer nada. O comércio está sentindo e o reflexo será demorado”, disse. Ele estima que a queda no comércio em todo o Estado tenha sido de quase 30%.
by:  UOL

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Banco russo assina sem ler contrato alterado por cliente

A história até parece uma boa piada, mas é verdade. Um Russo de 42 anos chamado Dmitry Agarkov derrotou um banco em seu próprio território. Depois de receber um cartão de crédito não solicitado do banco, Tinkoff Credit Systems, Agarkov escaneou o documento, colocou seus próprios termos e mandou de volta para o banco, que assim como a maioria de nós faz, assinou e aprovou o contrato sem ler.
Assim o banco concordou sem saber em fornecer um cartão com crédito ilimitado, sem nenhum tipo de juros ou taxas e uma clausula estipulando que o banco pagaria uma multa caso cancelasse o cartão.
Agarkov usou o cartão por dois anos e depois o Banco cancelou e processou Agarkov na justiça por $1,363 que Agarkov deveria a eles de taxas, juros e atrasos. Por causa do contrato a corte decidiu que o Russo deveria pagar apenas $575 referente aos atrasados.
Agora Agarkov está processando o banco em $727,000, por não honrarem o contrato. O banco se defende alegando fraude, e disseram no tribunal o mesmo que seus clientes costumam dizer nessa situação, “Nós não lemos o contrato”. O advogado de Agarkov respondeu, “O sapato está no outro pé agora né?”.
Fonte: S&H

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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Os construtores deste arranha-céu na Espanha esqueceram de colocar o elevador

O arranha-céu Intempo em Benidorm, Espanha – o alto edifício na imagem acima – foi feito para ser um símbolo notável de esperança e prosperidade, para sinalizar ao resto do mundo que a cidade estava fugindo da crise financeira. Infelizmente, os construtores se esqueceram de incluir um elevador até o topo.
Em parte, os problemas vieram da cobiça em torno do projeto, segundo o El País. Inicialmente projetado para ter apenas 20 andares, os construtores ficaram animados demais e elevaram a altura: agora ele possui 47 andares, e contará com 269 apartamentos residenciais.
Mas esse impulso para mais acomodações veio com um custo. O projeto original, obviamente, incluía especificações para um elevador grande o suficiente para um edifício de 20 andares. No entanto, ao colocar mais andares, ninguém parou para refazer o sistema de elevador. E uma construção de 47 andares requer mais espaço para o elevador em si, e para os equipamentos do motor. Infelizmente, esse espaço não existe.
Talvez sem surpresa, os arquitetos que trabalhavam no projeto pediram demissão, e não se sabe exatamente como a construtora vai resolver o problema. O jeito é subir de escada?
Na verdade, todo o processo de construção foi atormentado por problemas. Inicialmente financiado pelo banco Caixa Galicia, que faliu, o projeto passou para as mãos do Sareb, entidade que compra ativos tóxicos a fim de salvar o sistema financeiro do país. Ele reduziu o valor do projeto de 92 milhões de euros para apenas 35 milhões.
Agora ninguém sabe de quem é o arranha-céu: o crédito é do Sareb, mas o edifício é da entidade Olga Urbana. O InTempo está com 94% de sua estrutura completa, e apenas 35% das casas vendidas.
Kestão de Opinião
E ainda existem pessoas que vivem inventando piadinhas sobre portugueses...
by: Gizmodo

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terça-feira, 23 de abril de 2013

Governo vai reduzir tributo para baratear etanol e forçar queda da gasolina

Na tentativa de resgatar a competitividade do etanol, diminuir a importação de gasolina e baixar os preços das bombas, o governo federal vai reduzir a carga tributária e o prazo de compensação de crédito para o setor sucroalcooleiro.

As principais medidas foram apresentadas na noite desta segunda-feira (22) pela presidente Dilma Rousseff a representantes do setor, que há anos pleiteava um pacote de incentivo. Elas devem ser detalhadas pelo Ministério da Fazenda amanhã.

Fazenda estuda desonerar transporte público, diz secretário-executivo

Durante a reunião que durou mais de duas horas, Dilma pediu que, em contrapartida ao pacote ofertado pelo governo, o setor aumente os investimentos.

Como a Folha antencipou, dando continuidade à política de desonerações para tentar conter a inflação e aumentar a competitividade de diferentes setores, o governo decidiu praticamente zerar a cobrança de PIS/Cofins sobre o combustível, hoje equivalente a R$ 0,12 por litro de etanol --ou R$ 48,00 por metro cúbico.

No entanto, representantes do setor alegam que a desoneração, por si só, não resolve por completo o problema da rentabilidade, agravado nos últimos anos. O governo, por sua vez, pretende estimular a produção de etanol, preterido diante dos melhores preços do açúcar no mercado mundial.

GASOLINA

Além de forçar a redução do preço da gasolina nos postos, o governo quer, com as medidas anunciadas, diminuir a importação de gasolina ao aumentar a oferta de álcool no mercado.

A política de desonerações de Dilma se transformou na principal ferramenta para tentar conter a inflação e estimular a competitividade. A lista de setores beneficiados com a redução da carga tributária só cresce.

As desonerações, contudo, têm como efeito colateral a redução do superavit primário, espécie de poupança para pagamento dos juros da dívida publica. Para reduzir o esforço fiscal e aumentar os próprios gastos governo decidiu abater as desonerações da meta de superavit para 2013.

Estabelecida pela lei orçamentária, a meta de 3,1% do PIB (Produto Interno Bruto) corresponde a R$ 155 bilhões em 2013. Desse total, o governo federal economizar R$ 108,1 bilhões, mas já foi autorizado a abater desse valor as desonerações e os investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que juntos somam R$ 65,2 bilhões. Ou seja, na prática, a meta foi reduzida para R$ 42,9 bilhões, ou 0,9% do PIB.

CALCULADORA

Para saber com qual combustível vale a pena abastecer, basta multiplicar o preço da gasolina por 0,7. Se o valor for superior ao do etanol, é hora de optar pelo álcool.

by: UOL

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terça-feira, 9 de abril de 2013

Brasil coloca sob sigilo apoio financeiro a Cuba e a Angola

O ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento) tornou secretos os documentos que tratam de financiamentos do Brasil aos governos de Cuba e de Angola. Com a decisão, o conteúdo dos papéis só poderá ser conhecido a partir de 2027.

Empresa negociou contrato durante ida de Lula da Cuba
Lula diz que viagens pagas por empresas servem para 'vender' país
Empreiteiras pagaram quase metade das viagens de Lula ao exterior
Lula levou diretor da Odebrecht em viagem oficial à África
Governo teve gastos com viagens privadas de Lula
Marcelo Odebrecht: Viaje mais, presidente

O BNDES desembolsou, somente no ano passado, US$ 875 milhões em operações de financiamento à exportação de bens e serviços de empresas brasileiras para Cuba e Angola. O país africano desbancou a Argentina e passou a ser o maior destino de recursos do gênero.

Indagado pela Folha, o ministério disse ter baixado o sigilo sobre os papéis porque eles envolvem informações "estratégicas", documentos "apenas custodiados pelo ministério" e dados "cobertos por sigilo comercial".

Os atos foram assinados por Pimentel em junho de 2012, um mês após a entrada em vigor da Lei de Acesso à Informação. É o que revelam os termos obtidos pela Folha por meio dessa lei.

Só no ano passado, o BNDES financiou operações para 15 países, no valor total de US$ 2,17 bilhões, mas apenas os casos de Cuba e Angola receberam os carimbos de "secreto" no ministério.

Segundo o órgão, isso ocorreu por que havia "memorandos de entendimento" entre Brasil, Cuba e Angola que não existiam nas outras operações do gênero.

O ministério disse que o acesso a esses outros casos também é vetado, pois conteriam dados bancários e comerciais já considerados sigilosos sem a necessidade dos carimbos de secreto.

INEDITISMO

Antes da nova Lei de Acesso já existia legislação que previa a classificação em diversos graus de sigilo, mas é a primeira vez que se aplica o carimbo de "secreto" em casos semelhantes, segundo reconheceu o ministério. O órgão disse que tomou a decisão para se adaptar à nova lei.

O carimbo abrange praticamente tudo o que cercou as negociações entre Brasil, Cuba e Angola, como memorandos, pareceres, correspondências e notas técnicas.

As pistas sobre o destino do dinheiro, contudo, estão em informações públicas e em falas da presidente Dilma.

Em Havana, onde esteve em janeiro para encontro com o ditador Raúl Castro, ela afirmou que o Brasil bancava boa parte da construção do Porto de Mariel, a 40 km da capital, obra executada pela empreiteira Odebrecht.

Ela contou ainda que o Brasil trabalhava para amenizar os efeitos do embargo econômico a Cuba. "Impossível se considerar que é correto o bloqueio de alimentos para um povo. Então, nós participamos aqui, financiando, através de um crédito rotativo, US$ 400 milhões de compra de alimentos no Brasil."

Na visita a Luanda, em Angola, Dilma falou em 2011 que "os mais de US$ 3 bilhões disponibilizados pelo Brasil fazem de Angola o maior beneficiário de créditos no âmbito do Fundo de Garantias de Exportações" do BNDES.

A Folha revelou que o ex-presidente Lula esteve em Angola, em 2011, onde participou de um evento patrocinado pela Odebrecht.

O Desenvolvimento diz que os financiamentos têm o objetivo de dar competitividade às empresas brasileiras nas vendas ao exterior. A Folha não conseguiu falar com as assessorias das embaixadas de Cuba e de Angola.

by: UOL

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quarta-feira, 27 de março de 2013

Governo quer baixar MP para perdoar 90% de dívida bilionária de clubes

O governo federal prepara uma MP (medida provisória) para perdoar a dívida bilionária dos clubes de futebol em impostos, taxas e contribuições. Pelo projeto formatado por executivos do Ministério do Esporte e deputados federais, os clubes trocarão 90% da dívida que possuem com o governo pelo compromisso de realizar projetos sociais, que envolvem a abertura de suas estruturas esportivas gratuitamente para jovens das comunidades próximas aos clubes. A dívida dos 20 principais clubes do futebol brasileiro está avaliada em pelo menos R$ 4 bilhões pela pasta do Esporte.

Ainda não há data definida para a apresentação da MP, mas membros do governo e parlamentares favoráveis à solução esperam que ela esteja pronta antes da Copa das Confederações. De acordo com o secretário nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, o jornalista Toninho Nascimento, a iniciativa não pode ser chamada de perdão, já que prevê uma contrapartida dos clubes de futebol em troca da anistia da dívida.

"Eles vão ter que fazer a parte deles, que não é pequena", afirmou o secretário, em entrevista ao UOL Esporte. "E haverá punições para quem não cumprir o acordo", diz ele, justificando a renúncia bilionária a que pretende submeter o erário público com o argumento de que clubes de futebol não são empresas comuns. "Não podemos tratar os clubes de futebol, alguns com mais de 100 anos de idade, como empresas comuns", afirma. "É uma oportunidade dos clubes modernizarem suas gestões, um impulso".

Segundo Nascimento, entre as sanções previstas está a possibilidade de o clube faltoso no acordo de anistia da dívida perder pontos e até ser rebaixado no Campeonato Brasileiro, além de perder acesso a financiamentos públicos e ser impedido de estabelecer contratos com entes federais. "Qual dirigente que será louco de deixar isso acontecer com o seu time e sua torcida?", indaga o jornalista-secretário.

Assim, de acordo com o exposto por Toninho Nascimento, não há forma prevista de restabelecer a dívida dos clubes que não fizerem o combinado. O que está previsto são apenas sanções às agremiações, mas não uma forma de obrigá-los a cumprir o acordado.

A fórmula

O que será proposto aos clubes é que, em troca do perdão de 90% das dívidas que possuem os clubes originárias da falta de contribuição ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), impostos não recolhidos à Receita Federal e falta de pagamento de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), as entidades esportivas deverão investir em projetos sociais que envolvam atividades esportivas. Para isso, deverão abrir suas estruturas para jovens carentes receberem aulas de diversas modalidades, como natação e ginástica olímpica, gratuitamente.

Os outros 10% da dívida deverão ser pagos em dinheiro, de forma parcelada. Para os 90% anistiados, será criado um mecanismo de conversão da dívida, com desconto. "Por exemplo, se o clube deve R$ 100, pode investir R$ 70 ou R$ 80 em um bom projeto de base, e assim quitar essa dívida", explica o secretário nacional de Futebol. "A dívida dos clubes é impagável. É uma maneira de investir na formação de jovens talentos e futuros atletas, de fortalecer o esporte brasileiro", acredita Nascimento.

De acordo com ele, os clubes ficarão livres para retirar suas certidões negativas de débito com a União e voltar a pleitear financiamentos e linhas de crédito público. Ou seja, o clube poderá pegar dinheiro público emprestado para investir em suas infraestruturas esportivas e pagar os projetos sociais com os quais estarão pagando suas dívidas.

A ideia é do deputado federal Vicente Cândido (PT-SP), vice-presidente da FPF (Federação Paulista de Futebol) e sócio de Marco Polo Del Nero, presidente da FPF e vice-presidente da CBF, em um escritório de advocacia. Ele é autor de um anteprojeto de lei sobre o tema, que é utilizado de base para o texto da medida provisória elaborada pelo Ministério do Esporte. "É uma mudança de paradigma, o governo brasileiro passa a agir diretamente no desenvolvimento de novos atletas e talentos", discursa o deputado. Para ele, com anistia, os clubes de futebol terão condições de criar e revelar atletas de várias modalidades.

Raspadinha

O texto, além do perdão da dívida, prevê incrementos na receita dos clubes de futebol. Os recursos da Timemania, espécie de loteria dos clubes de futebol criada para justamente pagar as dívidas das agremiações, irão para os clubes utilizarem em seus projetos sociais. Em 2012, a Timemania rendeu R$ 66 milhões em abate da dívida dos clubes, de acordo com o Ministério do Esporte. Além disso, o deputado Vicente Cândido afirma que possui um parecer favorável da Caixa Econômica Federal, responsável pelos jogos de loteria no Brasil, para ser criada uma "raspadinha" explorando os escudos dos times. Os recursos também seriam passados para os clubes investirem em modalidades esportivas diversas.

As reuniões para preparar o projeto têm acontecido de maneira informal, na liderança do PDT da Câmara dos Deputados, pelo menos desde o começo deste ano, com a presença de deputados e representantes do Ministério do Esporte. Na última terça-feira (26), o deputado Romário (PSB-RJ), presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, resolveu oficializar o assunto, e a reunião foi realizada na sala da comissão.

Pressa

Romário defende o pagamento de no mínimo 30% da dívida em dinheiro, mas é a favor do projeto de conversão do restante em projetos sociais de esporte. "Acredito que não pode haver uma anistia geral", diz. "Acho que está na hora de os clubes de futebol assumirem mais responsabilidades com os outros esportes, principalmente os olímpicos. Estamos vivendo um momento propício para isso". Para ele, dirigentes que causem prejuízo aos clubes de futebol devem ser responsabilizados criminalmente.

O deputado Danrlei (PSD-RS), ex-goleiro e ídolo do Grêmio, é contra. "Não concordo com o pagamento das dívidas através da contrapartida social", diz ele. "Eu prefiro que paguem de alguma outra forma. É difícil de quantificar estes investimentos sociais, acho que este não é o caminho", diz ele. "Alguns clubes inclusive já pagaram suas dívidas, não devem mais nada. Como vamos compensá-los? E quem vai fiscalizar estes projetos?", questiona ele.

A possibilidade da proposta ser apresentada como um projeto de lei é remota. "Acredito que o caminho é uma medida provisória. O assunto é urgente, temos que aproveitar para deixar isso como um grande legado da Copa de 2014", disse Nascimento. "Acredito que o ministro Aldo Rebelo já tenha levado o assunto para a presidenta Dilma Rousseff", completou.

"Se for pelo bem do país, não vejo problema nenhum em isto ser resolvido através de uma MP", diz Romário. Deputados que participam das reuniões sobre o tema dão a MP como certa. Um deputado petista envolvido com o projeto afirma que a ideia é defendida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estaria defendendo pessoalmente o tema no Palácio do Planalto.

by: UOL


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terça-feira, 19 de março de 2013

PREJUÍZO DA MINERADORA DE EIKE É 368 VEZES MAIOR EM 2012

247 – A MMX (MMXM3), empresa de mineração do grupo EBX, de Eike Batista, fechou 2012 com prejuízo de R$ 792,4 milhões - um aumento de 36.892% em relação a 2011 (R$ 2,1 milhões).

A receita caiu 22%, para R$ 850,6 milhões em 2012. A empresa atribui isso ao valor do minério de ferro, que atingiu o preço mais baixo desde que se abandonou o sistema de precificação anual, chegando a US$ 88,50/tonelada métrica.

Na semana passada, a MMX informou que desistiu de um projeto de investimentos no Chile, por considerá-lo agora menos atraente em termos de retorno financeiro, segundo fato relevante.

A desistência de projeto implica baixa contábil 224 milhões de reais no balanço de 2012, acrescentou a empresa.

O prejuízo chega em um momento de crise de confiança do mercado de capitais sobre o grupo de Eike Batista. A verdade é que o empresário não é mais o mesmo. No dia 4 de março, a lista de homens mais ricos do mundo elaborada pela revista Forbes mostrou uma perda de 93 posições para o investidor brasileiro, que deixou de ser o 7º homem mais rico do mundo, como foi apontado no ano passado, para tornar-se 'apenas' o centésimo. Ele amargou um prejuízo estimado em US$ 19,4 bilhões, o maior entre os super ricos, em razão do seguido despencar das ações de suas empresas na bolsa de valores brasileira. O primeirão da lista, posto a que Eike prometeu chegar, continua sendo o mexicano Carlos Slim.

Há quase duas semanas, Eike fechou um acordo com o BTG Pactual, do banqueiro André Esteves, visto pelos investidores como um "socorro privado", maior do que poderia obter no BNDES. O banco estatal aportou mais de R$ 8,1 bilhões nas empresas do grupo e tem participação na MMX, na MPX (energia), na CCX (carvão), na OGX (petróleo) e na SIX (de semicondutores).

by: Brasil 247

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terça-feira, 12 de março de 2013

Preços da cesta básica caem nesta terça-feira

O presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Fernando Teruo Yamada, disse nesta segunda-feira que os produtos da cesta básica que passaram por redução de impostos devem ficar mais baratos para o consumidor a partir desta terça-feira. De acordo com Yamada, as carnes e os produtos de higiene devem cair numa média de 6%, enquanto os demais itens que compõem a cesta básica devem diminuir 3%.

Segundo ele, a desoneração integral da cesta, anunciada pela presidente Dilma Rousseff na sexta-feira, deve chegar ao consumidor em até duas semanas. Isso porque parte deste repasse também depende da indústria. Yamada reuniu-se, no Ministério da Fazenda, com representantes do comércio e da indústria e com o ministro Guido Mantega.

by: Zero Hora

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quinta-feira, 7 de março de 2013

Veja opções para substituir fiador no aluguel

O tradicional fiador, aquela pessoa que se responsabiliza pelo contrato de aluguel de um amigo ou parente, ainda é a forma mais comum de garantia no mercado imobiliário. Nos últimos anos, porém, outras modalidades de garantia têm aumentado sua participação, como o seguro-fiança, e novas opções têm sido lançadas, como os títulos de capitalização.

Grandes empresas do setor de seguros, como Porto Seguro e Sul América, já oferecem títulos de capitalização específicos para aluguel. O valor do título é acertado entre o inquilino e o dono do imóvel, mas geralmente varia de três a 12 aluguéis.

Enquanto o contrato de aluguel estiver valendo, o título serve como garantia: caso o inquilino não pague suas dívidas, o dono do imóvel pode usar o dinheiro para este fim. Durante o contrato, o inquilino também pode participar de sorteios de prêmios em dinheiro. Ao fim do prazo, se não estiver devendo nada ao proprietário, ele pode sacar o valor, que é corrigido pela TR.

"Uma das vantagens do título é a possibilidade de o inquilino e o proprietário poderem discutir juntos o valor da garantia, incluindo na conta, por exemplo, valores de aluguel, IPTU e condomínio", diz Stefano Zangari Júnior, diretor imobiliário da administradora Zangari. O fato de o dinheiro ter de ser desembolsado de uma só vez, porém, pode representar uma dificuldade para algumas pessoas.

Seguro-fiança é usado em 20,5% dos contratos

Há mais de uma década no mercado, o seguro-fiança tem ampliado seu espaço. Segundo dados do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), o seguro está presente, atualmente, em 20,5% dos contratos. Há cerca de cinco anos, era a garantia de 17%.

"O seguro é a opção que garante o recebimento do dinheiro mais rapidamente para o locador", explica Jaques Bushatsky, diretor de legislação do inquilinato do Secovi-SP. "Como a maioria dos locadores depende do aluguel para pagar suas próprias contas, é uma boa opção."

Para contratar um seguro do tipo, é preciso comprovar, para a seguradora, uma renda de cerca de três vezes o valor do aluguel, diz a diretora da administradora Lello, Roseli Hernandes. A apólice pode incluir, além da cobertura básica do próprio aluguel por um período que pode chegar a 30 meses, coberturas adicionais para encargos de IPTU, condomínio, contas de água, luz e gás e danos ao imóvel, por exemplo.

O depósito em dinheiro, ou caução, ainda tem ampla presença no mercado: é a garantia de cerca de 32% dos contratos, segundo o Secovi-SP. Pela Lei do Inquilinato, essa garantia deve ser limitada a até três vezes o valor do aluguel. Ao fim do contrato, o valor é devolvido com correção, feita geralmente pela poupança.

A caução é usada, geralmente, por pessoas que não têm suas fichas aprovadas nas seguradoras e não conhecem ninguém que possa servir de fiador, diz Bushatsky, do Secovi-SP.

A opção por uma modalidade ou outra depende da situação financeira do inquilino e também da disponibilidade do proprietário do imóvel. Até por isso, o fiador ainda é a garantia mais comum, apesar de sua participação no mercado ter caído de 70%, há dez anos, para 47,5%, atualmente.

"Muitos preferem o fiador porque não é preciso fazer nenhum tipo de controle e não há burocracia", diz Roseli Hernandes, da Lello.

O fiador também dá, ao dono do imóvel, um tipo de garantia praticamente ilimitado, uma vez que, em último caso, seus bens poderão ser usados na execução da garantia. Para ser fiador, porém, é preciso ter uma renda mensal equivalente a cerca de três aluguéis e imóvel próprio quitado.

VANTAGENS E DESVANTAGENS DE CADA TIPO DE GARANTIA


FIADOR

COMO FUNCIONA


Uma pessoa fica responsável pelo pagamento da dívida, caso o inquilino não cumpra a obrigação.


VANTAGENS

Para o inquilino
: não tem custos.

Para o locador: não existe limite na quantidade de aluguéis garantida e o contrato pode incluir a cobertura de outras despesas, como IPTU e danos ao imóvel. Para o inquilino: é difícil encontrar uma pessoa disposta a se responsabilizar pelo contrato.


DESVANTAGENS

Para o locador
: a execução do bem do fiador pode demorar até três anos.

SEGURO-FIANÇA

COMO FUNCIONA


O inquilino contrata um seguro por um valor que geralmente fica entre um e dois aluguéis por ano.

VANTAGENS

Para o inquilino
: dispensa a procura por um fiador e pode ser parcelado.

: o dinheiro é recebido logo depois que o locador entra com a ação de despejo (não é necessário esperar o fim da ação).

DESVANTAGENS

Para o inquilino
: o custo é alto e o valor não é devolvido ao fim do contrato.

Para o locador: muitas vezes o seguro não cobre danos ao imóvel, por exemplo (isso deve ficar claro no contrato).

CAUÇÃO

COMO FUNCIONA


O inquilino faz um depósito em dinheiro numa conta para garantir o pagamento de até três aluguéis em caso de problemas.


VANTAGENS

Para o inquilino
: diferentemente do seguro, o dinheiro é devolvido ao fim do contrato, com correção.

Para o locador: pode ser a única opção para consumidores de renda mais baixa, que não têm cadastro aprovado em seguradoras.


DESVANTAGENS

Para o inquilino
: é preciso desembolsar todo o valor de uma só vez.

Para o locador: como a cobertura é limitada a três aluguéis, caso a dívida do inquilino seja maior ele terá de recorrer à Justiça e vai demorar para receber o dinheiro.


TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO

COMO FUNCIONA


O inquilino adquire um título para servir como garantia do imóvel. O valor do título é acordado entre os dois.


VANTAGENS

Para o inquilino
: ele concorre e prêmios e, ao fim do contrato, recebe o dinheiro de volta.

Para o locador: ele define, junto com o inquilino, o valor do título.

DESVANTAGENS

Para o inquilino
: é preciso depositar o valor do título de uma só vez e o retorno é baixo.

Para o locador: é preciso esperar o fim da ação de despejo para receber o dinheiro, o que leva pelo menos sete meses.

by: UOL

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Câmara aprova Orçamento 2013; Senado deixa votação para próxima Terça

Em sessão conjunta do Congresso Nacional na madrugada desta quinta-feira (7), a Câmara aprovou o Orçamento 2013, enquanto o Senado adiou a votação para a próxima terça-feira (12), às 19h. A sessão conjunta foi suspensa às 1h21 desta madrugada.

O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes (SP), questionou a legalidade de se votar o Orçamento antes da apreciação dos mais de 3.000 vetos pendendes na pauta do Congresso. No entendimento do senador, a decisão do STF liberou apenas a votação dos vetos fora da ordem cronológica e não a votação de outras matérias antes do fim do exame dos vetos. A votação do Orçamento foi, então, adiada entre os senadores, que pediram verificação de quórum.

Já na Câmara, o acordo para votar a peça orçamentária foi mantido. "Nós temos acordo com o governo de não obstruir essa votação. O Orçamento é importante para o crescimento do país. Mas me preocupa que esse crescimento seja de 0,9%", disse o deputado Felipe Maia (DEM-RN), para quem o orçamento federal tem ajudado mais a bancar o custeio da máquina pública do que, efetivamente, o de investimento em infraestrutura.

"Mais uma vez me sinto no dever de agradecer o gesto desta Casa, de absoluta correção, de absoluta compreensão", disse o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que estendeu o agradecimento inclusive aos deputados da oposição após a aprovação.

Desde dezembro do ano passado, o governo federal vem disponibilizando recursos aos ministérios através de uma MP (medida provisória), que alocou R$ 42,5 bilhões no final de dezembro. Os recursos foram adicionados aos já incluídos na proposta de Lei Orçamentária Anual de 2013.

Salário mínimo mantido

De acordo com o parecer final do senador Romero Jucá (PMDB-RR), aprovado no ano passado pela Comissão Mista de Orçamento, o Executivo terá o maior grau de liberdade, desde a entrada em vigor da Constituição (1988), para movimentar as dotações por meio de decreto.

O governo poderá, por exemplo, remanejar 30% das dotações do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) inscritas no orçamento fiscal e da seguridade, que somam R$ 51,9 bilhões.

Com isso, o Executivo poderá movimentar R$ 15,6 bilhões entre os projetos que compõem o PAC, sem a necessidade de autorização do Congresso. A proposta também permite a movimentação dos recursos integrais do PAC executados pelas estatais, um montante de R$ 74,1 bilhões. A lei orçamentária em vigor (12.595/12) não possibilita esse grau de liberdade.

Com uma previsão de receitas - e despesas - no valor total de R$ 2,28 trilhões, o Orçamento prevê investimentos de R$ 196,91 bilhões e confirma o salário mínimo de R$ 678.

Na sessão desta madrugada, os parlamentares concluíram ainda a votação dos vetos da presidente Dilma à lei dos royalties. A apuração, no entanto, só será concluída durante o dia de hoje.

Impasse

O impasse para a votação do Orçamento vem desde o final do ano de 2012 -- o Orçamento é tradicionalmente votado em dezembro do ano anterior à sua execução. Com a indefinição criada a partir da liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux sobre a ordem de apreciação dos mais de 3.000 vetos pendentes no Congresso, a votação foi adiada para este ano. A votação estava marcada originalmente para o dia 19 de dezembro , mas foi adiada e o Congresso entrou em recesso.

Com a volta dos trabalhos do Legislativo, foi marcada novamente a votação para 5 de fevereiro, mas, por falta de acordo entre os líderes partidários, a votação foi novamente adiada. "O processo legislativo caminha pelo consenso e pelo entendimento. Tanto o presidente [da Câmara], Henrique Eduardo Alves, quanto eu trabalhamos para apreciar hoje o Orçamento, mas não havia consenso. Como todos sabem, dificilmente teremos quórum [hoje] e, como alguns não quiseram votar, eu de pronto cancelei a sessão do Congresso Nacional e vamos deixar essa tarefa para mais adiante", afirmou Renan à época.

Os congressistas esperaram passar o feriado de Carnaval, que gerou um recessod e 12 dias, e marcaram a votação para o dia 19 de fevereiro, quando foi, novamente, adiada.

"Não é que esteja cancelada a convocação da sessão do Congresso. Como há uma vinculação para que os vetos sejam precisados primeiro, dificilmente esta sessão terá a eficácia que todos nós queremos que ela tenha", afirmou Renan no último dia 19, após reunião com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Projeto aprovado

Na sessão dessa madrugada, o plenário do Congresso aprovou o substitutivo do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) para o projeto de lei que muda a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2013 que assegura reajuste a servidores. O projeto amplia o prazo final de envio ao Congresso, pelo poder executivo, de projetos de lei sobre remuneração de pessoal, que passou a ser 31 de dezembro de 2012. A matéria vai à sanção da presidente Dilma Rousseff.

Em função do horário de fim da votação orçamentária, a Câmara cancelou sessão extraordinária agendada para as 9h desta quinta.

by: UOL

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Vinhos, arte, carros, cinema: conheça investimentos de luxo

Bons vinhos, obras de arte, carros de luxo, o mundo do cinema. O que parece o roteiro de glamour de um bon vivant pode muito bem ser a carteira de investimentos daqueles que buscam uma alternativa à Bolsa e às aplicações financeiras tradicionais.

Chamados de "passion investments" no exterior, onde são mais comuns, fundos que apostam nos objetos de paixão e hobbies dos investidores começam a se firmar no Brasil. Nesse tipo de negócio, o envolvimento emocional com os ativos é o combustível que move as vendas, como define o site do fundo Emotional Assets, especializado em instrumentos musicais, selos raros, cerâmicas e outros tipos de antiguidade capazes de adquirir valor no mercado.

Os artigos de luxo têm apresentado uma boa valorização em comparação ao mercado de ações e são apontados como opção para diversificar os investimentos em ativos que possuem uma lógica própria de valorização.

"Vem muita coisa atrelada a esse tipo de investimento: prazer, negócios, relacionamento. E dá muito mais status investir R$ 1 milhão num fundo de vinhos do que um R$ 1 milhão na poupança", afirma o professor de finanças da Fiap (Faculdade de Informática e Adminstração Paulista) Marcos Crivelaro.

Participar desse mundo é para um público endinheirado

Mas não basta ser um apreciador de bom gosto para apostar suas economias neste mercado. O valor inicial de investimento exigido para comprar cotas do BGA (Brazil Golden Art), fundo pioneiro no mercado de arte no país, foi de R$ 100 mil. No ramo dos vinhos, o também brasileiro Bordeaux Wine Fund exige uma aplicação inicial de R$ 1 milhão.

Crivelaro afirma que esses são investimentos voltados à classe A. Não só pelo valor inicial exigido, mas porque é recomendável, segundo o professor, que apenas um máximo de 10% da carteira pessoal de investimentos seja voltada a esse tipo de aplicação.

O motivo, diz o professor, seria a baixa liquidez em relação às aplicações tradicionais, ou seja, é mais demorado vender a um bom preço uma obra de arte ou vinhos de excelente safra que ações negociadas diariamente em Bolsa.

"E com certeza não é um investimento de curto prazo. É uma aposta [em ativos] de crescimento constante, linear. Mas para a pessoa amortizar o investimento deve pensar ao menos no médio prazo, em três a cinco anos", diz Crivelaro.

Para o professor de finanças do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) Ricardo Humberto Rocha, investir nesse tipo de fundo vale a pena apenas para quem já tem a vida financeira organizada e busca diversificar as aplicações como forma de diminuir os riscos.

"Não faz sentido o cara que ainda não tem uma tranquilidade financeira sair de um fundo de renda fixa para um fundo de vinhos. Porque o risco é maior, o conhecimento sobre o produto não está totalmente assimilado e o retorno é mais a longo prazo", diz Rocha.

O professor afirma ainda que o lucro ou o prejuízo do investimento obedece a fatores diversos da lógica das finanças, como a avaliação de críticos sobre uma obra de arte ou a nota atribuída por especialistas a determinada safra de vinhos.

"É importante também que o investidor verifique o prospecto do fundo e a autorização da CVM para ele ser comercializado", diz Rocha.

by: UOL

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Horário de verão fez consumo cair 4,5% em hora de pico, diz ONS

O horário de verão que termina na zero hora do domingo (17) - na madrugada de sábado para domingo - rendeu uma redução na demanda no horário de pico de cerca de 2.477 megawatts (MW), ou 4,5% do consumo, segundo informação do Operador Nacional do Sistema Elétrico ( ONS ) nesta sexta-feira (15).

No horário de verão anterior, a redução de demanda no horário de pico foi de 2.555 MW, representando 4,6%.

De 2011 para 2012, a mudança de horário gerou uma econonomia de R$ 160 milhões, já que reduziu a necessidade de uso das térmicas. No horário de verão de 2012 para 2013, a economia teria sido de R$ 200 milhões caso as térmicas não estivessem ligadas, o que a ONS chama de "despesa evitada". A redução de gasto, no entanto, não ocorreu, já que todas as usinas térmicas estão ligadas.

A redução no consumo de energia durante o horário de verão deste ano foi de 250 MW médios. "Os 250 MWmed de redução do consumo de energia foram incorporados aos ganhos de armazenamento no período e, valorizados por um custo médio de geração térmica, representam uma despesa evitada (pela população) de cerca de R$ 200 milhões", informou o ONS, em nota.

Desligamento das térmicas

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse, na semana passada, que só no final de abril o governo vai avaliar a possibilidade de iniciar o desligamento das usinas térmicas , acionadas desde outubro por conta da queda no nível dos reservatórios das hidrelétricas.

No início de janeiro, os principais reservatórios do país chegaram a níveis de armazenamento de água semelhantes ao do período pré-racionamento, adotado em junho de 2001. A situação levou a aumento do temor de que o país pudesse enfrentar desabastecimento de energia, o que o governo negou.

Por conta da falta de chuva, desde outubro o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mantém ligadas todas as usinas termelétricas do país que estão disponíveis. Essa medida é necessária para poupar água das represas e ajudá-las e voltar a níveis adequados.

O problema é que a energia térmica é mais cara e o custo adicional é repassado aos consumidores por meio da conta de luz.

by: G1


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