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terça-feira, 4 de junho de 2013

Malafaia: gays foram violentados quando crianças

Um dia antes de a Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara tentar, pela quarta vez, votar o projeto que permite psicólogos trabalharem a “cura” de homossexuais, o pastor da Associação Vitória em Cristo Silas Malafaia defende que, ao contrário de quem nasce negro ou branco, ser homossexual é uma escolha. Além de entender não existir prova genética para relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo, Malafaia relaciona a orientação com abusos sexuais sofridos por homens ou mulheres na infância ou na adolescência.

Em entrevista exclusiva concedida aoCongresso em Foco por telefone, Malafaia diz que em sua igreja todos os homossexuais atendidos sofreram abuso sexual na infância ou na adolescência. Crítico feroz do movimento gay, contabiliza dez pessoas atendidas no ano passado. Este ano, “uns três”.

“É um negócio maluco”, afirmou Malafaia, pastor com formação em psicologia, registro profissional que os militantes gays esperam ver cassado após denúncias de homofobia. Ele é um dos maiores defensores da derrubada da resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que proíbe os profissionais a atuarem na “cura” da homossexualidade seguindo normas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Para escorar seu argumento de que ninguém nasce com atração pelo mesmo sexo, ele cita uma pesquisa norte-americana, segundo a qual 48% dos gays sofreram violência sexual. De acordo com o pastor, o objetivo é dar status de raça a comportamentos. “Ninguém pede para nascer branco ou negro. É. Homossexualismo não. Ninguém nasce homossexual, não existe nenhuma prova na genética, em nenhum lugar”, afirmou.

Amanhã (5), Malafaia organiza um protesto em defesa da família tradicional, da vida, da liberdade de imprensa e das religiões. A expectativa é reunir 100 mil pessoas em plena quarta-feira na frente do Congresso Nacional, em Brasília. “Vamos descer o bambu. O couro vai comer. Vai ser bonito”, anuncia ele, famoso por pregações com provocações, ironias e frases de efeito. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que mês passado editou uma resoluçãoproibindo cartórios de recusar o reconhecimento em contrato da relação entre pessoas do mesmo sexo, será um dos alvos do pastor. “Eles vão tomar um pau que não vai ser brincadeira. Vou bater com vontade no CNJ”, disse Malafaia.

O pastor da Associação Vitória em Cristo, que faz parte da Assembleia de Deus, afirma que não há nada que justifique que os homossexuais tenham direito a uma certidão de casamento. “Tudo o que você quer ser tem uma consequência”, disse. Segundo ele, para haver coerência, ao se legalizar a união homoafetiva, seria preciso convalidar também outros tipos de casamento. “Por que não pede para liberar o casamento do cara com quatro mulheres?”.

Destruição

Na entrevista ao site, Malafaia não economiza nas ironias. Diz que a agenda de liberação do casamento gay, do aborto e das drogas é prejudicial ao mundo. “Se a sociedade liberar tudo, ela se destrói. A decadência do ocidente tem a ver com questões morais também. O modelo judaico-cristão está sendo substituído pelo modelo humanista-ateísta”, afirmou Malafaia. “Quanto mais a sociedade quebra limites, ela se afunda na lama.”

Com estilo ferino, critica os que tacham os cristãos evangélicos de retrógrados em oposição a uma visão supostamente mais moderna do mundo. O pastor exemplifica a própria defesa da liberdade de imprensa. “Esses idiotas chamando-nos de fundamentalistas reacionários estão por fora. Queremos uma imprensa terrivelmente livre, que é fundamento para o Estado democrático de direito.”

Unha e bebê

Malafaia é contra o aborto por entender que os óvulos, embriões, fetos e bebês não são prolongamentos dos corpos das mulheres. Por isso, não poderia ser argumentada a autonomia das mulheres sobre seus corpos. “Ela tem poder de decidir sobre cortar o cabelo, aparar a unha. Se não estivesse protegido pela bolsa, o feto era expulso como corpo estranho.”

Apesar de ter apoiado José Serra (PSDB) na campanha presidencial de 2010 e para a prefeitura de São Paulo em 2012, o pastor nega a pecha de “antipetista”. Lembra que apoiou Lula em 2002, participou do seu governo do Conselho de Desenvolvimento Social da Presidência e fez campanha para o ex-líder do PT no Senado Walter Pinheiro (BA), um evangélico.

Agora, Malafaia está do lado de outro petista. Ele apoia a pré-campanha do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) para o governo do Rio de Janeiro, contra o indicado do atual governador, Sérgio Cabral (PMDB), Luiz Pezão. O problema, para o pastor, é a falta de tolerância do PT com a diversidade de opiniões. Na “doutrina do PT”, não seria possível “ter ideias”. “Você não pode discordar deles. Estão pensando que sou massa de manobra deles?”

Alternância de poder

Apesar de ter se envolvido ativamente em eleições passadas, o pastor evita comentar apoio à eleição presidencial de 2014, quando Dilma Rousseff tentará ser reeleita. Malafaia diz ser necessário “alternância de poder”. Não revela se apoiará Dilma, Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB) ou mesmo Marina Silva (ex-PT e ex-PV), evangélica como ele.

Petistas como Domingos Dutra (MA), opositor do pastor, dizem que o protesto de amanhã é um recado para Dilma. A ideia seria mostrar força para ameaçar não apoiar a presidente em 2014 caso os pleitos não sejam atendidos. Malafaia nega. Ele desconversa quando questionado se, mesmo sem intenção, essa possa ser a leitura dentro da Presidência da República. “O governo pode fazer o que quiser.”

Carioca, casado, com três filhos e quatro netos, o pastor Silas Malafaia tem 54 anos e dirige um programa de TV há 30 anos. Segundo sua editora, a Central Gospel, o programa é transmitido em 200 países, e alcança 670 milhões de domicílios. Ele sucedeu José Santos na liderança da Assembleia de Deus Vitória em Cristo há três anos. Nela, congregam 25 mil pessoas. A revista americana Forbes afirmou em fevereiro que ele é o terceiro pastor mais rico do Brasil com patrimônio de R$ 300 milhões. Malafaia prometeu processar a publicação. Em entrevista à jornalista Marília Gabriela, do SBT, ele exibiu declarações de Imposto de Renda que informam bens no valor de R$ 4 milhões, sendo R$ 2 milhões as participações na editora, uma casa e seis apartamentos.

by:  Congresso em Foco



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