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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

As desculpas da Apple

A Apple sempre faz questão de se colocar como uma empresa que só lança um produto no mercado depois de ter a certeza de que ele está impecável. Esse, aliás, é um dos argumentos para o 4G, a tela maior e a espessura menor terem aparecido apenas agora, com o iPhone 5, enquanto concorrentes como Samsung já exibem essas características há um tempo. Essa posição, no entanto, não faz muito sentido no caso do aplicativo de mapas da companhia.

Ele tem muitos defeitos. Exibe imagens em baixa resolução, distorce outras, identifica endereços erroneamente. Entre as falhas mais comentadas na web estão:

- uma fazenda identificada como aeroporto;
- a identificação de lojas que já fecharam há anos;
- a localização de uma Apple Store do lado oposto da rua onde ela realmente fica, em Sidney (Australia);
- a identificação de um supermercado como um hospital na Florida;
- e a completa distorção da Brooklyn Bridge, ponte em Nova York (imagem acima).

No Brasil, a baixa resolução e distorção das imagens foi vista em vários pontos. A busca por Masp, o Museu de Arte de São Paulo, mostrou como resultado vários locais, menos o museu. O edifício do Estado, na Marginal do Tietê, também aparece deformado.

Tim Cook, o presidente da Apple, pediu desculpas nesta sexta-feira em uma carta aos consumidores (gente que comprou o iPhone 5 ou atualizou o iPad ou versões anteriores do iPhone para a nova plataforma, iOS 6. Foi elogiado por alguns. “Muito bem, Apple”, disse o site de tecnologia Business Insider. “Essa é maneira de lidar com erros”. “A apple não tinha que se desculpar, mas estamos contentes por ela ter feito isso”, disse um analista do mercado financeiro ao site MarketWatch.

“Embora a Apple tenha sido criticada por problemas em produtos do passado, desculpas por parte da companhia são raras”, diz o New York Times. Quando os usuários descobriram que havia problema na antena do iPhone 4, lembra o jornal, Steve Jobs disse que daria cases aos afetados, “evitando desculpas explícitas”.

Para o problema nos mapas, Cook sugeriu aos usuários usar aplicativos concorrentes ou a versão web do Google Maps. “Isso nunca teria acontecido se Steve Jobs ainda estivesse vivo”, disse o site da revista Fortune.

Opiniões à parte, a Apple já reconheceu atitudes polêmicas várias vezes. Relembre algumas delas:

- Redução de preço: Dois meses depois de lançar o primeiro iPhone, a Apple reduziu o preço do aparelho em US$ 200, para que ele ficasse acessível para mais usuários. Quem comprou antes ficou furioso. Steve Jobs pediu desculpas em uma carta. Ele explicou que sempre haverá alguém que comprou algum aparelho em condições melhores que outros, já que “assim é a vida no terreno da tecnologia”. “Nós pedimos desculpas por ter desapontado alguns de vocês.”

- “Antennagate”: Dependendo do jeito com que era segurado o iPhone 4, a ligação caía. Era um problema de antena. Steve Jobs fez coletiva de impressa para comunicar que daria cases aos usuários, apesar de não ter dito “desculpe”.

- Rastreamento: Pesquisadores descobriram em abril de 2011 que a Apple estava arquivando dados de localização do iPhone e do iPad – ou seja, rastreando. As informações eram coletadas mesmo com o serviço de localização do celular desligado. “Isso não deveria acontecer”, disse a empresa no site, como relembra a CNN. Isso é um bug, que nós pretendemos consertar brevemente”.

- Encomendas do iPhone 4: Em razão do grande volume de acessos ao site da Apple e da AT&T, as páginas das empresas ficaram fora do ar na época das pré-ordens de compra do celular. “Nós pedimos desculpas a todos que encontraram dificuldades e esperamos que tentem de novo ou visitem uma loja da Apple ou de alguma operadora quando o iPhone estiver à venda”.

- App “Baby shaker”: O aplicativo de US$ 0,99 que apareceu na AppStore gerou polêmica. Tratava-se de um bebê que só parava de chorar se o telefone fosse sacudido (momento em que um “x” vermelho aparecia sobre os olhos do neném). “O aplicativo era profundamente ofensivo e não deveria ter sido aprovado para distribuição na AppStore”, disse a empresa. O app foi removido. A empresa destaca como um dos diferenciais de sua loja o processo rigoroso de aprovação de aplicativos.

By: Estadão

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